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1 de junho: Manifestação internacional contra a austeridade

No dia 26 de abril, o movimento Que Se Lixe a Troika promoveu uma reunião com ativistas de vários países durante a qual foi agendada uma manifestação internacional, a realizar-se no dia 1 de junho sob o lema Povos Unidos Contra a Troika. O esquerda.net transcreve, neste artigo, o comunicado divulgado após esta reunião.

Na conferência de imprensa durante a qual foi anunciada a manifestação internacional de dia 1 de junho estiveram presentes, entre outros, o ativista escocês Jonathon Shafi, o grego Zois Pepes, o francês Miguel Segui e a espanhola Yolanda Picazo.

 

Em seguida, transcrevemos na íntegra o comunicado divulgado:

"A Europa está sob um violento ataque do capital financeiro que se faz representar pela troika (FMI, BCE, CE) e pelos sucessivos governos que aplicam as políticas concertadas com estas entidades desprezando as pessoas. Sabemos que esta ofensiva aposta em vergar os povos, tornando-os escravos da dívida e da austeridade. Atravessa a Europa e também deve ser derrotada pela luta internacional.

Cada um de nós, em cada país, em cada cidade, em cada casa, com as suas especificidades, sente na pele as medidas que aniquilam direitos conquistados ao longo de décadas, medidas que agravam o desemprego, que privatizam tudo o que possa ser rentável e condicionam a soberania dos países sob a propaganda da “ajuda externa”. É urgente que unamos as nossas forças para melhor combatermos este ataque.

O apelo que lançámos para uma manifestação internacional descentralizada circulou entre dezenas de movimentos em Espanha, França, Itália, Grécia, Chipre, Irlanda, Inglaterra, Escócia, Alemanha, Eslovénia… Na reunião de ontem, 26 de Abril, em Lisboa, estiveram presentes companheiros e companheiras de vários países da Europa, que discutiram em conjunto esta proposta.

Assim, hoje sai consensualizado a nível internacional que sairemos à rua no próximo dia 1 de Junho: Povos unidos contra a troika!

Este é o início de um processo que se quer descentralizado, inclusivo e participado. Queremos construi-lo coletivamente e juntando as nossas forças. A partir de hoje a data de 1 de Junho será divulgada à escala europeia e todos e todas estão convidados a juntarem-se num protesto internacional contra a troika e contra a austeridade… a favor que sejam os povos a decidirem as suas vidas.

Apelamos a todos os cidadãos e cidadãs, com e sem partido, com e sem emprego, com e sem esperança, apelamos a que se juntem a nós. A todas as organizações políticas, movimentos cívicos, sindicatos, partidos, coletividades, grupos informais, apelamos a que se juntem a nós.

Queremos continuar a alargar os nossos contactos tanto nacionais como internacionais, porque estamos conscientes que será o somatório das nossas vozes que poderá travar a nova vaga de austeridade que está a ser preparada. Os povos da Europa têm vindo a demonstrar em vários momentos que não estão disponíveis para mais sacrifícios em nome de um futuro que nunca chegará. Por isso pensamos que é chegada a hora de uma grande demonstração da capacidade destes povos de se coordenarem na luta e na recusa destas políticas.

De Norte a Sul da Europa, tomemos as ruas contra a austeridade!"

Resto dossier

Resposta social à nova vaga de austeridade

O primeiro ministro anunciou ao país uma nova vaga de austeridade, que constitui um verdadeiro ataque aos trabalhadores da Função Pública e aos pensionistas e que põe em causa o Estado Social. No dia 1 de junho, tod@s são convocad@s a “juntarem-se num protesto internacional contra a troika e contra a austeridade”. Dossier organizado por Mariana Carneiro.

Passos ataca Função Pública e anuncia novo saque às pensões

No seu discurso ao país, o primeiro-ministro não se referiu uma única vez ao desemprego, mas anunciou o despedimento de 30 mil funcionários públicos, pondo os restantes a trabalhar mais horas por menos salário. As reformas aos 65 anos passam a ser penalizadas e os pensionistas serão sujeitos a um novo imposto. 

Cortes nos ministérios e setor empresarial do Estado atingem 1,22 mil milhões de euros

Segundo a tabela que consta na carta que Pedro Passos Coelho enviou à troika, e que foi publicada no site do Diário de Notícias, os cortes na despesa nos ministérios e setor empresarial do Estado atingem 1,22 mil milhões de euros até 2015. Ministérios da Educação e Segurança Social são os mais afetados.

Passos diz à troika que idade de reforma vai aumentar ainda mais

A carta que o primeiro-ministro enviou à troika não bate certo com o que disse ao país. E os motoristas de passageiros querem saber como podem continuar a trabalhar aos 66 anos, se a sua carta de condução caduca aos 65. 

“Com mais austeridade não haverá equilíbrio das contas públicas”

João Semedo alertou esta segunda-feira que com as novas medidas de austeridade “não haverá crescimento económico, não haverá equilíbrio das contas públicas, haverá recessão e empobrecimento generalizado do país”. Acusou o Governo de tentar iludir os portugueses, ao insistir que o problema da economia do país é o peso do Estado. O coordenador do Bloco defendeu ainda o corte nos juros e na dívida, por serem gastos de dinheiros públicos “sem qualquer utilidade”.

Sindicatos acusam o governo de eleger “as mesmas vítimas de sempre”

As críticas a mais austeridade para trabalhadores e reformados têm eco nas diversas estruturas sindicais. CGTP e UGT, bem como as estruturas sindicais que representam professores, médicos e enfermeiros, militares, polícias, magistrados, funcionários judiciais e trabalhadores de impostos, entre outros, acusam o governo de atacar o Estado Social e de eleger “as mesmas vítimas de sempre”.

Movimentos acusam governo de destruir o país

A Associação de Aposentados, Pensionistas e Reformados acusa o governo de fazer dos reformados o seu “alvo preferencial”. Medidas de austeridade representam, para representantes do Congresso Democrático das Alternativas, uma "espiral de harmonização do retrocesso civilizacional". Precários Inflexíveis adiantam que o executivo apresentou “um plano de continuação de destruição do país”.

CGTP marca protesto para dia 25 de maio para exigir a demissão do governo

“Todos a Belém! Governo Rua!” é o lema da concentração anunciada no final das comemorações do 1º de Maio pelo secretário geral da CGTP, Arménio Carlos. A iniciativa terá lugar no dia 25 de Maio, pelas 15h30, em frente ao Palácio de Belém.

1 de junho: Manifestação internacional contra a austeridade

No dia 26 de abril, o movimento Que Se Lixe a Troika promoveu uma reunião com ativistas de vários países durante a qual foi agendada uma manifestação internacional, a realizar-se no dia 1 de junho sob o lema Povos Unidos Contra a Troika. O esquerda.net transcreve, neste artigo, o comunicado divulgado após esta reunião.

1 de junho: “De Norte a Sul da Europa, tomemos as ruas contra a austeridade!”

Menos de duas semanas após o anúncio da realização da manifestação internacional de 1 de junho, foram já convocadas iniciativas para dezassete cidades portuguesas, bem como para Madrid, Barcelona, Galiza, Castro-Urdiales, Paris, Haia, Milão, Florença, Frankfurt, Viena, Londres, Zagreb, Dublin, Bruxelas e Atenas. Foram ainda criados vários "cartazes virtuais" que são partilhados nas redes sociais. O esquerda.net disponibiliza neste artigo a lista de manifestações já convocadas e algumas das imagens que estão a ser partilhadas. Última atualização a 31.05.2013 pelas 11h20.

Mélenchon apela à participação na manif internacional de 1 de Junho

Jean-Luc Mélenchon, ex-candidato presidencial da Front de Gauche e líder do Parti de Gauche, apelou esta segunda-feira à participação na manifestação internacional - “Povos Unidos contra a Troika” – a decorrer no próximo dia 1 de Junho.

Fenprof apela à participação na manifestação internacional "Povos Unidos Contra a Troika"

O líder da Fenprof, Mário Nogueira, apelou, no final do 11º Congresso desta estrutura sindical, que teve lugar nos dias 3, 4 e 5 de maio, à participação na manifestação internacional "Povos Unidos Contra a Troika", agendada para dia 1 de junho.

Ativista espanhola sublinha importância da manifestação internacional de 1 de junho

Silvia Pineda, ativista da plataforma espanhola Marea Ciudadana, sublinhou, em declarações ao esquerda.net, a importância da internacionalização da luta contra a ditadura da dívida e a troika, e referiu que o 1 de junho foi estabelecido como a data para “a primeira mobilização conjunta”.

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