O cenário repetiu-se pelo menos trinta vezes na Europa e nos Estados Unidos desde 2008: os poderes públicos estiveram sempre (e sistematicamente) ao serviço dos bancos privados, financiando o seu resgate através do endividamento público. Primeira parte do artigo "Bancos contra povos: os bastidores de um jogo manipulado!", de Eric Toussaint.
“Talvez vocês não saibam, mas os empréstimos concedidos à Grécia, à Irlanda e a Portugal são na realidade uma dívida imposta aos povos destes países para ‘resgatar’ os vossos bancos”. Artigo de José Castro Caldas, publicado no site da Auditoria Cidadã à Dívida.
As políticas de austeridade, cujo primeiro objetivo era forçar o pagamento aos bancos alemães do que estes tinham emprestado aos países periféricos, estavam também a criar um problema às exportações alemãs. Foi devido a este dilema que Draghi decidiu comprar dívida pública.
A euforia criada em torno da última decisão do BCE, de aceitar a compra de bónus públicos a curto prazo nos mercados secundários, não tem fundamento. A menos que acabe a austeridade, sendo substituída por políticas expansivas, a zona euro não sairá do buraco em que se encontra.
Perante as políticas de austeridade que desmantelam a Europa que conhecíamos, o autor aposta na mobilização e na denúncia das políticas de choque. Por Jérôme Duval, do Comité para a Anulação da Dívida do Terceiro Mundo (CADTM).
A crise deveria tê-las reduzido a pó, mas as ideias neoliberais são constantemente renovadas, segundo um processo de produção permanente, no seio de verdadeiras fábricas: instituições internacionais, universidades, think tanks. Por Michel Husson
A informação que está a ser propagada sobre o Banco Central Europeu não corresponde à realidade. Leia estes seis esclarecimentos para compreender corretamente a natureza dessa instituição e os interesses que defende.
Pode reequilibrar-se a periferia deprimida da zona Euro, estimulando a procura agregada e sem que se formem novas bolhas? Como teria de ser um 'New Deal' para a zona Euro? O economista Yanis Varoufakis apresenta aqui as suas propostas.
A economia mundial enfrenta o risco de uma nova queda. A crise atual poderá ser apenas o preâmbulo de novo Apocalipse. O exemplo mais recente é o das perdas de mais de 2.000 milhões de dólares do JP Morgan em maio, por ter cometido erros flagrantes, segundo as palavras do seu arrogante chefe Jamie Dimon. Por Alejandro Nadal
O mundo já está no que deveríamos chamar a Segunda Grande Depressão. Enquanto os Estados Unidos entram plenamente numa nova recessão, a crise na Europa vai de mal a pior. A economia chinesa perde velocidade e os chamados mercados emergentes começarão a sofrer as consequências da crise dentro de poucos meses.