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PS APROVA PARIDADE A MEIAS TINTAS
thumb_paridadeO PS fez aprovar na Assembleia da República as suas alterações à lei da Paridade, com a abstenção do Bloco de Esquerda e os votos contra da direita e do PCP. A proposta do Bloc foi rejeitada, tendo apenas os votos a favor da bancada bloquista e a abstenção do PS. A proposta aprovada tem uma lógica de punições pecuniárias gradualistas às listas que não respeitem a paridade, abrindo assim o campo a que não se cumpra a lei. 

Por parte do Bloco de Esquerda, a posição de princípio defendida foi clara: qualquer lista que se apresente sem respeitar a lei não pode beneficiar da subvenção estatal à campanha eleitoral. “O Estado não tem que financiar quem não cumpre a lei”, explica a deputada Helena Pinto.

Do lado do PS, a opção foi a de punições pecuniárias a quem não siga a paridade, mas numa lógica de aplicação gradualista de multas. As punições incidem sobre a parte de 80% da subvenção global das campanhas que é distribuída de acordo com os resultados dos partidos, e com dois tipos de penalizações: a lista que tiver entre 0 e 20% de mulheres paga uma multa maior que a lista que tiver entre 20 e 33%. Por outro lado, a penalização poderá ser aumentada se as mulheres da lista estiverem nos últimos lugares, e pode ser reduzida se for o contrário.

Para o Bloco de Esquerda, o Partido Socialista erra ao entrar na lógica da multa e de fazer contas para ver se vale a pena ou não ter mais mulheres nas listas: “Não queremos meia paridade nem paridade a brincar”, afirmou Helena Pinto. “O PS está a abrir a possibilidade de que não se cumpra a lei.”

Veja na TV Bloco quais são os deputados de saias que a direita e o PCP gostam de ver no Parlamento

 
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Dois anos de Esquerda.Net
Deveria haver um bom motor de busca
[Continuamos a publicar os depoimentos dos leitores]
Visito o Esquerda.net 1 a 2 vezes por semana. Leio sobretudo notícias pouco ou nada cobertas pela imprensa corrente, artigos de opinião de alguns nomes que me interessam mais, às vezes os Sons da terra e podcasts sobre eventos do BE ou entrevistas, dependendo do tema.
A minha proposta é para todos os sites do BE: deveria haver um bom motor de busca (o do próprio software é muito débil e induz em erro) que permita pesquisas simples ou mais avançadas (booleanas, palavras adjacentes, por exemplo). O Copernic é um bom motor, freeware e creio que poderá ser usado como add-on neste software. É preciso testar e ver o resultado. À medida que crescer o fundo de notícias, precisamos cada vez mais de explorar a totalidade, retrospectivamente e, idealmente, independentemente do tipo de ficheiro que as suporte (texto, imagem, som). Seria um bom recurso de formação e difusão.

Paula Sequeiros, BE Porto



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