O embaixador russo junto da ONU, Vitaly
Tchurkine, afirmou que os Estados Unidos apoiaram a operação
militar da Geórgia contra a separatista Ossétia do Sul,
que provocou a intervenção do exército russo. "É
difícil imaginar que Mikhail Saakachvili (presidente da
Geórgia) tenha embarcado nesta aventura arriscada sem o apoio,
sob uma ou outra forma, dos Estados Unidos". Uma fonte francesa
disse que Saakachvili, "caíu numa armadilha grosseira" ao
pensar que os russos não responderiam ao ataque à
Ossétia em plenos Jogos Olímpicos. O The New York
Times admite que Washington
enviou mensagens ambíguas à Geórgia.
A fonte francesa, da comitiva do
presidente Nicolas Sarkozy, observou que “Saakachvili cometeu a
loucura de ir bombardear, em plena noite, uma cidade” da Ossétia
do Sul e os russos replicaram bombardeando. O resultado foi “uma
Geórgia atacada, pulverizada pelo seu erro”. A mesma fonte
concluiu que “Saakachvili está na corda bamba. Jogou e
perdeu. Medvedev e Putin foram provocados, enviaram as forças
armadas russas e liquidaram as forças armadas adversas”.
Em protesto contra as acções
de Moscovo no conflito com a Geórgia, os Estados Unidos
renunciaram a participar nas manobras navais conjuntas com a Rússia
que deveriam começar no fim-de-semana.
O The New York Times de hoje
admite que Washington enviou sinais ambíguos à Geórgia.
Há um mês, lembra o diário, a secretária
de Estado Condoleezza Rice foi a Tbilisi e advertiu o presidente da
Geórgia para que não entrasse num conflito armado com a
Rússia, mas, publicamente, o tom foi outro: diante da imprensa
russa, disse em tom desafiante que ia visitar um amigo e que não
esperava muitos comentários sobre a visita a um amigo.
O diário admite que “a
acumulação de anos de mensagens ambíguas pode
ter feito as advertências americanas cair em orelhas surdas”.
Os Estados Unidos, relata o jornal,
enviaram conselheiros para construir o exército georgiano,
incluindo um exercício no mês passado com mais de mil
militares americanos; ao mesmo tempo, pressionaram para que a Geórgia
entrasse na órbita da Nato, e claramente proclamaram o seu
apoio à integridade territorial da Geórgia na questão
dos territórios separatistas.
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