O primeiro de Maio contou este ano com uma manifestação diferente. Cerca de 200 pessoas, na esmagadora maioria jovens, saíram da Alameda D. Afonso Henriques em direcção à Cidade Universitária. Na Praça de Alvalade, onde se juntaram à manifestação da CGTP, o desfile Mayday ficou maior com a entrada de dezenas de imigrantes da associação Solidariedade Imigrante, e de mais trabalhadores precários, desempregados e bolseiros. Nem a chuva que caíu durante o cortejo alterou o clima de festa desta parada que se realizou pela primeira vez em Portugal. Vê o vídeo aqui e a galeria de fotos aqui.
A parada Mayday começou na Alameda com um piquenique vegetariano e o convívio entre os presentes ao som da música. Nessa altura ainda a chuva não ameaçava a tarde do 1º de Maio, o que só veio a acontecer à hora da partida. Antes da saída, os menifestantes participaram numa demolição de um muro que simbolizava algumas empresas-modelo no que respeita à precariedade, abuso dos recibos verdes e dos falsos estágios, baixos salários e discriminação laboral.
Da Alameda a manifestação seguiu para a Praça de Londres, onde junto ao Ministério do Trabalho foi colocada uma faixa onde estava escrito "Ministério do Trabalho Precário". Dali até à Praça de Alvalade, a parada dos precários prosseguiu em ambiente festivo, por entre a música do grupo Gnawa Bambara que animava a cabeça do cortejo e os exercícios de "aeróbica precária" que puseram os manifestantes a testar a sua flexibilidade.Na Praça de Alvalade, o cortejo juntou-se à manifestação do 1º de Maio da CGTP até à Cidade Universitária. O boletim Mayday foi vendido à mão por alguns manifestantes, que distribuíram igualmente propaganda com os objectivos desta iniciativa que se realizou pela primeira vez em Milão há seis anos e que desde então tem alastrado por várias cidades europeias.
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Deveria haver um bom motor de busca [Continuamos a publicar os depoimentos dos leitores] Visito o Esquerda.net 1 a
2 vezes por semana. Leio sobretudo notícias pouco ou nada
cobertas pela imprensa corrente, artigos de opinião de alguns
nomes que me interessam mais, às vezes os Sons da terra e
podcasts sobre eventos do BE ou entrevistas, dependendo do tema.
A minha proposta é para todos os
sites do BE: deveria haver um bom motor de busca (o do próprio
software é muito débil e induz em erro) que permita
pesquisas simples ou mais avançadas (booleanas, palavras
adjacentes, por exemplo). O Copernic é um bom motor, freeware
e creio que poderá ser usado como add-on neste
software. É preciso testar e ver o resultado. À medida
que crescer o fundo de notícias, precisamos cada vez mais de
explorar a totalidade, retrospectivamente e, idealmente,
independentemente do tipo de ficheiro que as suporte (texto, imagem,
som). Seria um bom recurso de formação e difusão.