Patrões fazem lóbi pela "hora europeia" criar PDF versão para impressão enviar por e-mail
23-Mar-2007
relógioNa madrugada de domingo, quando os relógios marcarem 01h00, devem ser adiantados uma hora e assim continuarão até dia 28 de Outubro, quando serão atrasados no regresso à hora de inverno. Mas as confederações patronais insistem que o melhor seria não regressar à hora de inverno, ao contrário dos restantes países europeus, ficando Portugal com a mesma hora de alemães, espanhóis e dinamarqueses.


A insistência das confederações deve-se à existência duma directiva comunitária que obriga os estados-membros da UE, de cinco em cinco anos, a apresentar um relatório sobre a execução da hora legal até 30 de Abril. É por isso que os patrões desejam que o governo abra o debate sobre a harmonização da hora portuguesa com a europeia. Eles alegam que a hora legal vigente só lhes traz prejuízos nos contactos comerciais com os parceiros europeus, por estes terem, na sua maioria, uma hora de diferença em relação a Portugal.

Porém, esta opinião subscrita por Francisco Van Zeller da CIP e José António Silva da CCP não é unânime mesmo entre o patronato, com sectores como os têxteis ou o turismo a manifestarem reservas em relação à proposta.

O facto de na realidade não existir uma "hora europeia", uma vez que Inglaterra e Irlanda partilham com Portugal a hora de Greenwich (GMT) e os países do leste europeu terem mais duas horas de diferença em relação à hora GMT, não parece desanimar aqueles empresários.

A experiência de manter a hora portuguesa igual à dos países do centro da Europa já foi feita há uma década, e abandonada em seguida. O facto de anoitecer depois das 22h no verão e de amanhecer igualmente tarde no inverno motivou bastante desconforto, tendo a partir daí a hora sido alinhada pela de Greenwich até hoje. Veja aqui a evolução da hora legal portuguesa desde 1911.

 
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