Pureza: Caso Sócrates/PT/TVI "é uma questão política”
09-Feb-2010
O pedido de Comissão de Inquérito entregue pelo Bloco defende que cabe ao Parlamento "esclarecer se houve intervenção do Governo na decisão da PT" de comprar a TVI. Para José Manuel Pureza, a esta Comissão não compete abordar “nenhuma questão judicial”.
“O primeiro ministro há meses que anda a fugir a responder à questão política e é da questão política que se trata”, disse o líder parlamentar do Bloco que esta tarde entregou o pedido de Comissão de Inquérito à actuação do Governo e do primeiro-ministro no negócio da tentativa de compra da TVI por parte da PT.
Reiterando que o BE não quer abordar “nenhuma questão judicial”, que já foi dada por encerrada pelos tribunais, José Manuel Pureza considerou que o que está em causa “é a questão política”, “sem qualquer dimensão judicial”.
“É só essa que nós queremos tratar, porque está instalada em Portugal uma dúvida funda sobre a seguinte questão: há ou não há, houve ou não houve promiscuidade entre o poder político governamental e grupos empresariais de propriedade pública para efeitos de compra, de aquisição, de uma estação de televisão e para mudança da respetiva linha editorial”, interrogou.
"Impõe-se o esclarecimento que só o Parlamento está em condições de determinar, por via de inquérito, e que constitui a única instância de apreciação política que pode evitar a continuação de qualquer dúvida sobre a acção do Estado nesta matéria", diz a proposta apresentada em São Bento.
"A actividade de fiscalização da actividade do Governo pelo Parlamento não prejudica, não se sobrepõe e não interfere em eventuais investigações judiciais. Essas investigações judiciais competem aos tribunais e o princípio da separação de poderes determina, sensatamente, a não intervenção do Parlamento em matéria sob tutela da Justiça", acrescenta o texto em defesa da constituição duma comissão de inquérito.
"Por outro lado, é público que não existe qualquer processo de investigação judicial sobre as matérias que são objecto deste inquérito parlamentar. Nem se afigura que possa existir, pois o que concerne à fiscalização política da actividade do Governo não compete à Justiça", diz ainda a proposta bloquista. concluindo que "não existe portanto nenhum obstáculo ao inquérito parlamentar, e este torna-se necessário para esclarecer a opinião pública sobre se houve ou se não houve intervenção do Governo na operação de compra da TVI pela PT".
Ainda esta tarde, o ministro da Justiça, Alberto Martins, respondeu à Associação Sindical dos Juízes Portugueses, considerando hoje "descabidos", "inaceitáveis" e "um perigoso precedente" os "ataques" que considera estarem a ser feitos ao procurador geral da República e ao presidente do Supremo Tribunal de Justiça, figuras "relevantes" do Estado de Direito. A ASJP tinha pedido esclarecimentos às duas altas figuras da justiça portuguesa acerca dos despachos que proferiram relativamente a escutas do processo Face Oculta. Os juízes afirmam que a maioria da opinião pública não compreendeu que tenham sido desvalorizados os indícios de crime e arquivadas todas as investigações.
1"abuso de poder" em 14 de February de 2010 12:50por reis
O pior dos cegos é aquele que não quer ver. O pior dos tiranos, não quer que os outros vejam. Eu sou um dos muitos milhares de Portugueses, que gostaria de conhecer toda a verdade acerca deste escandalo. Obrigado pela contribuição que o BE possa dar.
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Cem anos depois… As mulheres continuam a ser as primeiras… vítimas! E é porque esta realidade crua e dura
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Deveria haver um bom motor de busca [Continuamos a publicar os depoimentos dos leitores] Visito o Esquerda.net 1 a
2 vezes por semana. Leio sobretudo notícias pouco ou nada
cobertas pela imprensa corrente, artigos de opinião de alguns
nomes que me interessam mais, às vezes os Sons da terra e
podcasts sobre eventos do BE ou entrevistas, dependendo do tema.
A minha proposta é para todos os
sites do BE: deveria haver um bom motor de busca (o do próprio
software é muito débil e induz em erro) que permita
pesquisas simples ou mais avançadas (booleanas, palavras
adjacentes, por exemplo). O Copernic é um bom motor, freeware
e creio que poderá ser usado como add-on neste
software. É preciso testar e ver o resultado. À medida
que crescer o fundo de notícias, precisamos cada vez mais de
explorar a totalidade, retrospectivamente e, idealmente,
independentemente do tipo de ficheiro que as suporte (texto, imagem,
som). Seria um bom recurso de formação e difusão.