Em sessões públicas pelo país, o Bloco debate as razões do fracasso de Copenhaga e os caminhos do activismo que marcou a cimeira do lado de fora.
O Bloco de Esquerda realiza nas próximas semanas várias sessões públicas com o título "Porque falhou Copenhaga? Depois da cimeira, lutas pela justiça climática". Estes debates contarão com Rita Calvário, deputada do Bloco, Marisa Matias, eurodeputada do Bloco, e ainda activistas que participaram na contra-cimeira em Copenhaga. Estas sessões terão início no dia 13 de Fevereiro no Barreiro, seguido pelo Funchal, Braga, Bragança, Castelo Branco, Portalegre, Vila Real, Estremoz, Coimbra e Aveiro (ver datas e locais na agenda do esquerda.net)
Hoje é evidente que a Cimeira de Copenhaga falhou no seu objectivo de conseguir um acordo entre os países industrializados para combater as alterações climáticas. Da cimeira apenas saiu um acordo que não impôs qualquer medida vinculativa, apresentado pelos EUA e apoiado por outros 25 países. Passados 17 anos do início das negociações climáticas, o ambiente é de regresso estaca zero.
Em Copenhaga o movimento global pela justiça climática ganhou força, criou raízes, consolidou-se e apresentou alternativas reais às políticas ineficazes defendidas pelos países ricos: abandono do uso de combustíveis fósseis, reconhecimento e pagamento da dívida ecológica, promoção da participação das comunidades afectadas e rejeição da criação de novos mercados especulativos.
No Fórum pelo Clima juntaram-se milhares de activistas e cerca de 400 movimentos de todo o mundo, que subscreveram a declaração “Mudemos o sistema, não o clima”. Várias manifestações encheram as ruas. O alterglobalismo nascido em Seattle atingiu, dez anos depois, a sua maturidade.
As perspectivas do movimento concentram-se agora em Abril, quando se realiza uma contra-cimeira na Bolívia para demonstrar a força e as alternativas da resistência popular às soluções das potências industrializadas para as alterações climáticas a apresentar na cimeira de Dezembro no México.
» 2 Comentários
2"Colapso" em 15 de February de 2010 15:39por Francisco Norega
Bem, eu sou contra o sistema que temos actualmente, e sou um gajo totalmente ecológico, a questão é a seguinte - como é que podes falar tão mal dos camiões que \\\"poluem e arruínam as nossas vias\\\"? Os alimentos que tu ingeres são transportados por camiões, os materiais de construção que te possibilitam ter acesso a, por exemplo, serviços de saúde e educação modernos. O computador onde estiveste a escrever já muito provavelmente passou pelo transporte de um camião antes de chegar às
1"Justiça no ISP" em 13 de February de 2010 11:20por Grunho
O meu combate – Mein Kampf – é o imposto único sobre os combustíveis, igual para gasolina e para o gasóleo, por forma a que os trabalhadores que têm carros económicos a gasolina deixem de ser obrigados a subsidiar fiscalmente o gasóleo dos carros de alta cilindrada dos burgueses, SUVs e outros luxos, ou dos camiões dos capitalistas que investem em empresas de camionagem, a quem devemos o estado de ruína das nossas vias. Por que razão não adopta o Bloco esta causa?
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Deveria haver um bom motor de busca [Continuamos a publicar os depoimentos dos leitores] Visito o Esquerda.net 1 a
2 vezes por semana. Leio sobretudo notícias pouco ou nada
cobertas pela imprensa corrente, artigos de opinião de alguns
nomes que me interessam mais, às vezes os Sons da terra e
podcasts sobre eventos do BE ou entrevistas, dependendo do tema.
A minha proposta é para todos os
sites do BE: deveria haver um bom motor de busca (o do próprio
software é muito débil e induz em erro) que permita
pesquisas simples ou mais avançadas (booleanas, palavras
adjacentes, por exemplo). O Copernic é um bom motor, freeware
e creio que poderá ser usado como add-on neste
software. É preciso testar e ver o resultado. À medida
que crescer o fundo de notícias, precisamos cada vez mais de
explorar a totalidade, retrospectivamente e, idealmente,
independentemente do tipo de ficheiro que as suporte (texto, imagem,
som). Seria um bom recurso de formação e difusão.