A margem de lucro dos bancos nos novos contratos de crédito à habitação vai aumentar 0,5% este mês, prevê a Associação Portuguesa de Bancos.
O BPI foi o primeiro a subir o "spread" mínimo, de 0,8% para 1% e o máximo, de 2,25% para 2,45%. Mas é provável que os restantes lhe sigam o exemplo, já que a APB admite a possibilidade de um agravamento na generalidade dos bancos. "O novo crédito à habitação com certeza que vai ser mais difícil e mais caro. Aliás, já está a ser mais caro", diz António de Sousa, o presidente da associação de banqueiros.
"Muito provavelmente, durante o mês de Fevereiro já vamos ver a subida dos "spread" nos novos contratos", disse António de Sousa. O valor da subida "pode ser de meio por cento ou mesmo mais", avisa o líder dos banqueiros portugueses.
A subida dos spreads terá naturalmente consequências na prestação a pagar por um empréstimo. Por exemplo, se contrair um empréstimo de 150 mil euros a 35 anos, indexado à Euribor a 6 meses e spread de 1%, a subida de 0,5% no spread fará o cliente pagar mais 40 euros de prestação mensal.
Como a lei proíbe a cobrança de comissões na renegociação de créditos, aumenta igualmente a probabilidade dos bancos virem a fazer reflectir este aumento sempre que chegar a altura de renegociar o empréstimo.
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