O encerramento de algumas delegações distritais da Agência Lusa motivou o Bloco de Esquerda a pedir uma audição urgente com o ministro dos Assuntos Parlamentares Jorge Lacão.
Para o Bloco de Esquerda a decisão anunciada pela Lusa “contraria as obrigações de serviço público expressas nos seus estatutos e missão, e rejeita que na base destas alterações possam estar objectivos meramente economicistas", afirmou a deputada do Bloco Catarina Martins.
No requerimento entregue pelo Bloco afirma-se que em meados de Janeiro a RTP noticiou que a Agência Lusa vai encerrar, ao longo de 2010, as delegações de Faro, Coimbra e Évora, com o objectivo de canalizar os actuais custos com as instalações naqueles locais para mais jornalistas, mais meios e mais tecnologia para noticiar a realidade das respectivas regiões. As afirmações teriam sido feitas pelo do próprio presidente do Conselho de Administração da agência de notícias estatal.
Segundo o Bloco, o director da delegação de Coimbra já teria sido despedido, tendo-lhe este despedimento sido comunicado por telefone e sem aviso prévio. O Bloco argumenta que o desinvestimento e abandono, em termos de recursos humanos e meios técnicos, a que se irá votar grande parte das regiões do continente, são incompatíveis com a responsabilidade que a Lusa detém no acompanhamento informativo do desenvolvimento regional e local, e na referida promoção da coesão nacional.
A deputada Catarina Martins, que assina o requerimento, afirmou ainda que "O Bloco de Esquerda manifesta a sua preocupação perante este processo que parece estar já em marcha de privatização desta agência noticiosa", defendendo que o Governo "não pode ser alheio a esta decisão já anunciada", até porque "terá importantes implicações na estrutura de funcionamento da própria agência noticiosa".
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