Quatro organizações de precários
uniram-se numa festa de encerramento da petição "Antes da dívida temos direitos", na qual apelaram à participação na organização do May Day 2010.
O bar Labirintho acolheu várias
dezenas de jovens em situação de precariedade laboral. Os
colectivos FERVE
(Fartos destes Recibos Verdes), Precários/as
Inflexíveis, APRE! (Activistas Precários) e Plataforma dos/as
Intermitentes do Espectáculo deram corpo a esta iniciativa.
O evento foi oportunidade para convívio
e para exposição das reivindicações destes colectivos, muito
centradas na questão dos elevados descontos para a Segurança Social
a que precários e precárias são obrigados a fazer e que está na
base da petição lançada.
Apresentada a 20 de Novembro a
petição atingiu já mais de 10.000 assinaturas e será entregue
dentro de duas semanas na Assembleia da República.
Regina Guimarães leu um texto sobre o
que é ser precário.
Cristina Andrade do FERVE afirmou que
esta "é uma luta pela justiça e pela dignidade" apelando ao
activismo nesta causa.
Tiago Gillot dos Precários/as Inflexíveis
frisou a importância destas movimentações que conseguiram chamar a
atenção pública para a questão. E aproveitou para questionar o
contra-senso de haver um serviço que deveria estar vocacionado para
apoiar pessoas em situação de fragilidade laboral, mas que está a
servir afinal para lhes criar problema adicionais.
De seguida foram apresentados vários
vídeos produzidos por estas e estes activistas (aqui
o mais recente com declarações de Carvalho da Silva, Sandra
Barata Belo, Chullage, Diana Andringa e Miguel Guilherme).
Amarante Abramovici (APRE!) enfocou a
maneira como as próprias condições de trabalho precário destroem
a solidariedade e a consciencialização que caracterizaram outras
formas de trabalho e outros tempos nas lutas laborais. Efectivamente,
afirmou, a luta nestas condições é muito difícil.
Em nome dos Intermitentes falou Bruno
Cabral que chamou a atenção para o facto de a precariedade ser a
regra no sector do Espectáculo. Há notícias de que está a ser
preparada legislação específica no campo da segurança social para
o sector, mas os profissionais não têm conhecimento do processo.
Igor Gandra leu então
Manifesto do May Day 2010.
Esta primeira parte do encontro
fechou com um apelo a que todas e todos se envolvam na preparação
do May Day 2010, e já na próxima reunião, terça 9, nos Maus
Hábitos às 21.30h.
Depois houve lugar para a festa pela noite
fora.
Artigo de Paula Sequeiros
» Sem Comentários
Não existem comentários disponíveis.
» Submeter Comentário
|