Partilho
cinco ideias que considero que poderão ajudar a reforçar ainda mais
uma "marca" que não tem parado de crescer. Contributo de João
Ricardo Vasconcelos.
Antes
de mais, julgo nunca ser demais salientar o papel singular que tem
vindo a ser assumido pelo Esquerda.net na web política nacional. O
Esquerda é um símbolo da forma moderna como o Bloco intervém
politica e socialmente. Uma forma atenta mas não seguidista, directa
mas não fechada ou com pretensões de monopólio da razão.
Posto
isto, partilho cinco ideias que considero que poderão ajudar a
reforçar ainda mais uma "marca" que não tem parado de crescer.
1
- Renovação Gráfica
Como
é mais do que sabido, por melhor que seja um determinado grafismo, a
realidade web exige renovações frequentes. Neste contexto, sugeria
uma linha gráfica um pouco mais leve, mais clean,
com mais espaço para respirar, por assim dizer. Devidamente
adaptada, como é natural, às mais diversas ferramentas da Web 2.0.
2
- Jornalismo Voluntário
Um
pouco à semelhança da ideia proposta sobre os Amigos do
Esquerda.net, procurar criar redes de voluntários interessados em
apoiar e alimentar o Esquerda. Tal poderá ser operacionalizado quer
através de um email onde podem ser mandados contributos, ou mesmo
através de uma ou diversas mailing lists (temáticas, por exemplo)
que funcionem como espaços de troca de informações, ideias e
pontos de vista.
3
- Para além da política
Apesar
de ser claro que o Esquerda.net é um órgão de comunicação
política, poderá ser interessante que o mesmo dedique algum espaço
a outro tipo de temáticas do interesse dos seus leitores. Não numa
perspectiva de preencher muitos espaços devidamente ocupados pelos
média tradicionais, mas sim tentando proporcionar ao leitores
"espaço para respirar" no meio de tanta informação política.
Tal poderá também visar a captação de novas audiências.
E
as outras temáticas acima referidas poderão ir desde o cinema, a
televisão, a música, a arte, a literatura, a ciência, os média, a
tecnologia e os gadgets, a saúde e comportamentos saudáveis,
comportamentos ecológicos e até a culinária (porque não). O
desenvolvimento de cada uma das referidas temáticas podia ser feito
com uma regularidade semanal ou quinzenal e estaria a cargo de
pessoas com rubricas próprias. Por exemplo, à quinta-feira teríamos
a rubrica de literatura "100
páginas"
a cargo da Maria Helena Sousa (nome fictício), à sexta teríamos a
rubrica de cinema "Cinemaólico"
da responsabilidade do José Ponte (idem).
O
modelo acima daria espaço a pessoas especialistas ou amantes de
determinadas áreas e que gostariam de publicar textos sobre as
mesmas, não assumindo grandes custos de coordenação por parte da
equipa editorial do Esquerda.net.
4
- Dar espaço às Associações
Criar
um espaço na edição online com destaque na homepage que fosse
alimentado por uma Associação sem fins lucrativos, semanalmente
convidada para o efeito. A associação seria então totalmente
responsável por editar uma área no site onde poderia promover os
seus objectivos e o trabalho que desenvolve. A associação ganharia
por poder divulgar o seu trabalho num site com um número de visitas
diárias considerável, ganhando assim visibilidade, e o Esquerda e
seus leitores ganhariam em conhecer melhor a referida associação.
As
associações a convidar poderão ser de tipo diverso, desde
associações de defesa dos direitos dos imigrantes a associações
ambientalistas, de promoção da saúde, de apoio a cidadãos com
necessidades sociais, ou até associações recreativas. No fundo,
qualquer tipo de associação poderia ser convidada para o efeito. O
associativismo e o voluntarismo seriam às máximas do referido
espaço.
5
- Aprofundar a relação Eleito-Eleitor
O
Bloco tem dado passos importantes na utilização das TIC para
auscultar e promover a participação dos seus aderentes,
simpatizantes e público em geral. A elaboração do programa para as
eleições legislativas foi um exemplo paradigmático neste domínio.
É, por isso, importante que o Bloco se mantenha na linha da frente
na utilização de mecanismos de democracia electrónica.
E
se as TIC proporcionam hoje ferramentas formidáveis de contacto
entre eleitos e eleitores, seria também importante que se
conseguisse individualizar o trabalho de cada deputado do Bloco na
Assembleia, proporcionando assim um mecanismo interessante de
comunicação e prestação de contas ao (seu) eleitorado. Seria
desejável que cada deputado possuísse uma área própria no site do
grupo parlamentar onde fossem colocados os seus contactos, os seus
perfis nas redes sociais, a sua agenda, as votações que efectuou, a
justificação das mesmas, os documentos que tem vindo a analisar, os
requerimentos que apresentou. No fundo, uma área pessoal partilhada
com os seus eleitores.
A
referida área seria preenchida por cada deputado como entendesse,
sendo no entanto importante incentivar o recurso a vídeos regulares
e de pendor informal com curtos depoimentos do deputado sobre os
assuntos que preenchem a sua agenda parlamentar. Curtos artigos de
opinião seriam também naturalmente muito bem-vindos e até
fotografias. A existência de fóruns temáticos de interacção com
os eleitores podia também ser uma hipótese a ponderar.
A
criação do referido espaço personalizado de cada deputado do Bloco
poderia ser um passo distintivo sobre a forma como o Bloco encara a
representação parlamentar.
João
Ricardo Vasconcelos
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