5 ideias para o Esquerda criar PDF versão para impressão enviar por e-mail
24-Nov-2009
ideiasPartilho cinco ideias que considero que poderão ajudar a reforçar ainda mais uma "marca" que não tem parado de crescer. Contributo de João Ricardo Vasconcelos.


Antes de mais, julgo nunca ser demais salientar o papel singular que tem vindo a ser assumido pelo Esquerda.net na web política nacional. O Esquerda é um símbolo da forma moderna como o Bloco intervém politica e socialmente. Uma forma atenta mas não seguidista, directa mas não fechada ou com pretensões de monopólio da razão.


Posto isto, partilho cinco ideias que considero que poderão ajudar a reforçar ainda mais uma "marca" que não tem parado de crescer.

1 - Renovação Gráfica

Como é mais do que sabido, por melhor que seja um determinado grafismo, a realidade web exige renovações frequentes. Neste contexto, sugeria uma linha gráfica um pouco mais leve, mais clean, com mais espaço para respirar, por assim dizer. Devidamente adaptada, como é natural, às mais diversas ferramentas da Web 2.0.

2 - Jornalismo Voluntário

Um pouco à semelhança da ideia proposta sobre os Amigos do Esquerda.net, procurar criar redes de voluntários interessados em apoiar e alimentar o Esquerda. Tal poderá ser operacionalizado quer através de um email onde podem ser mandados contributos, ou mesmo através de uma ou diversas mailing lists (temáticas, por exemplo) que funcionem como espaços de troca de informações, ideias e pontos de vista.

3 - Para além da política

Apesar de ser claro que o Esquerda.net é um órgão de comunicação política, poderá ser interessante que o mesmo dedique algum espaço a outro tipo de temáticas do interesse dos seus leitores. Não numa perspectiva de preencher muitos espaços devidamente ocupados pelos média tradicionais, mas sim tentando proporcionar ao leitores "espaço para respirar" no meio de tanta informação política. Tal poderá também visar a captação de novas audiências.

E as outras temáticas acima referidas poderão ir desde o cinema, a televisão, a música, a arte, a literatura, a ciência, os média, a tecnologia e os gadgets, a saúde e comportamentos saudáveis, comportamentos ecológicos e até a culinária (porque não). O desenvolvimento de cada uma das referidas temáticas podia ser feito com uma regularidade semanal ou quinzenal e estaria a cargo de pessoas com rubricas próprias. Por exemplo, à quinta-feira teríamos a rubrica de literatura "100 páginas" a cargo da Maria Helena Sousa (nome fictício), à sexta teríamos a rubrica de cinema "Cinemaólico" da responsabilidade do José Ponte (idem).

O modelo acima daria espaço a pessoas especialistas ou amantes de determinadas áreas e que gostariam de publicar textos sobre as mesmas, não assumindo grandes custos de coordenação por parte da equipa editorial do Esquerda.net.

4 - Dar espaço às Associações

Criar um espaço na edição online com destaque na homepage que fosse alimentado por uma Associação sem fins lucrativos, semanalmente convidada para o efeito. A associação seria então totalmente responsável por editar uma área no site onde poderia promover os seus objectivos e o trabalho que desenvolve. A associação ganharia por poder divulgar o seu trabalho num site com um número de visitas diárias considerável, ganhando assim visibilidade, e o Esquerda e seus leitores ganhariam em conhecer melhor a referida associação.

As associações a convidar poderão ser de tipo diverso, desde associações de defesa dos direitos dos imigrantes a associações ambientalistas, de promoção da saúde, de apoio a cidadãos com necessidades sociais, ou até associações recreativas. No fundo, qualquer tipo de associação poderia ser convidada para o efeito. O associativismo e o voluntarismo seriam às máximas do referido espaço.

5 - Aprofundar a relação Eleito-Eleitor

O Bloco tem dado passos importantes na utilização das TIC para auscultar e promover a participação dos seus aderentes, simpatizantes e público em geral. A elaboração do programa para as eleições legislativas foi um exemplo paradigmático neste domínio. É, por isso, importante que o Bloco se mantenha na linha da frente na utilização de mecanismos de democracia electrónica.

E se as TIC proporcionam hoje ferramentas formidáveis de contacto entre eleitos e eleitores, seria também importante que se conseguisse individualizar o trabalho de cada deputado do Bloco na Assembleia, proporcionando assim um mecanismo interessante de comunicação e prestação de contas ao (seu) eleitorado. Seria desejável que cada deputado possuísse uma área própria no site do grupo parlamentar onde fossem colocados os seus contactos, os seus perfis nas redes sociais, a sua agenda, as votações que efectuou, a justificação das mesmas, os documentos que tem vindo a analisar, os requerimentos que apresentou. No fundo, uma área pessoal partilhada com os seus eleitores.

A referida área seria preenchida por cada deputado como entendesse, sendo no entanto importante incentivar o recurso a vídeos regulares e de pendor informal com curtos depoimentos do deputado sobre os assuntos que preenchem a sua agenda parlamentar. Curtos artigos de opinião seriam também naturalmente muito bem-vindos e até fotografias. A existência de fóruns temáticos de interacção com os eleitores podia também ser uma hipótese a ponderar.

A criação do referido espaço personalizado de cada deputado do Bloco poderia ser um passo distintivo sobre a forma como o Bloco encara a representação parlamentar.

João Ricardo Vasconcelos

 
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