O Banco Central da Suécia decidiu, no passado dia 2 de Julho, baixar a taxa de juro de referência para 0,25%, o valor mais baixo desde a fundação do banco em 1668.
Simultaneamente, decidiu baixar a taxa de juro de facilidade de depósito, para -0,25%. Esta taxa aplica-se aos depósitos a muito curto prazo, que servem para os bancos ajustarem as suas necessidades de tesouraria.
Os bancos, em vez de serem remunerados pelos depósitos de muito curto prazo (a um dia), passarão a ter de pagar ao Banco Central, por estes depósitos.
Esta medida pretende reactivar o mercado interbancário da Suécia, quase paralisado desde o início da crise do subprime em 2007, fazendo com que os bancos emprestem dinheiro entre si.
Assim, os bancos como terão de pagar ao Banco Central para depositarem o seu dinheiro mais facilmente depositarão noutros bancos, o que poderá facilitar o desenvolvimento do crédito.
O Banco da Suécia decidiu ainda disponibilizar, a entidades nacionais, 100.000 milhões de coroas suecas a uma taxa de juro fixa a longo prazo (12 meses).
Para Edward Harrison, analista da RGE Monitor, este conjunto de medidas fazem com que a Suécia seja actualmente o país com a política monetária "mais agressiva". Segundo as previsões do Banco Central da Suécia, a economia deste país sofrerá uma queda de 5,4% em 2009 e crescerá 1,4% em 2010.
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