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Queda da economia marca 100 dias de Obama |
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29-Apr-2009 |
No dia em que completa 100 dias à frente da Casa Branca, Barack Obama recebeu um relatório económico dos primeiros três meses do ano que não traz razões para festejar. A Reserva Federal anunciou que o PIB norte-americano caiu 6,1%, mais que o previsto pelos economistas.
As previsões apontavam para uma queda de 4,7% de taxa anual para o primeiro trimestre do ano, mas o desempenho económico dos Estados Unidos foi pior que o esperado, com o investimento em queda acentuada e as exportações a acompanharem essa tendência, com a maior quebra desde 1969 - 30% no primeiro trimestre do ano, já após ter caído 23,6% no trimestre anterior. Só a descida das exportações é responsáveis por cerca de 4% do PIB norte-americano.
A ligeira recuperação do consumo interno é a única boa notícia para Barack Obama, após dois trimestres a cair. Trata-se da primeira vez desde 1974-75 que a economia norte-americana cai três trimestres seguidos.
Apesar dos programas governamentais de estabilização do sistema financeiro estarem em marcha, e de mais ajudas à indústria virem a caminho, os cinco milhões de norte-americanos que ficaram desempregados com a recessão dos últimos anos ainda não vêem a luz ao fundo do túnel, com as grandes empresas a continuarem a anunciar despedimentos. Ainda esta semana, a General Motors anunciou a saída de 21 mil trabalhadores no país.
Com a crise económica a concentrar todas as preocupações nos EUA, a abordagem de Obama para enfrentar o problema marcou uma diferença em relação ao seu antecessor. Mais no discurso do que nos números, a aposta no "investimento verde" para dinamizar o tecido económico e a preocupação demonstrada com a protecção ambiental são uma novidade na Casa Branca que aparentemente é do agrado dos norte-americanos.
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