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Eça de Queiróz dizia com notável humor e acerto que "Os
políticos e as fraldas devem ser mudados frequentemente e pela mesma razão".
Atrevo-me a acrescentar que está na hora!
Texto do nosso leitor Luís
Mariano
O povo bloquista andou, durante os meses que antecederam a
sua Sexta Convenção, a congeminar a melhor maneira de mudar estas fraldas
fedorentas que incomodam o bebé e lhe ameaçam a saúde.
Passado o debate, temos agora um projecto colectivo
(desenganem-se os que pensam que o direito de tendência enfraquece o movimento)
que nos indica claramente o caminho a seguir: lutar para juntar forças e juntar
forças para lutar.
É tempo de transformar os debates e o entusiasmo em
resultados práticos: em números.
Os números do Governo e desta direita ranhosa que nos
governa à décadas já os conhecemos: centenas de milhar de desempregados/as,
buracos de milhões em off-shores, milhões dos nossos impostos para salvar os
coitados dos banqueiros, e o que mais se verá...
A estes números trágicos iremos contrapor os nossos próprios
números: mais activismo, mais lutas, mais aderentes, mais votos, mais
deputados!
Já sabemos o que vamos fazer, acertemos agora como o fazer.
Nesta Convenção quase que não se falou em projecto
organizativo, todavia ele esteve lá presente em todas as intervenções dos/as
oradores. No cenário que enquadrava o palco lia-se: Juntar Forças!
Tão simples quanto isso.
Frase simples e poderosa. Juntar forças em Estremoz. Juntar
forças em Ílhavo. Juntar forças em Vinhais. Juntar forças em todo o lado!
Como numa orquestra bem afinada, cada um/a toca o seu
instrumento sabendo de antemão que o resultado é harmonioso, estimula os
sentidos e encanta os/as ouvintes...
As decisões da Sexta Convenção são música para os meus
ouvidos.
Só ouve o brado da
terra
Quem dentro dela
Veio a nascer
Agora é que pinta o bago
Agora é qu'isto
vai aquecer...
(Zeca Afonso)
Luís Mariano - Aveiro
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