"Sócrates, abre as urgências"

06 de abril 2008 - 19:03
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Manifestação das comissões de utentes do Distrito de Aveiro pela reabertura dos SAP e Urgências da região,  5 de Abril de 2008, em Aveiro. NUNO ALEGRIA / LUSACerca de quinhentas pessoas, vindas de vários pontos do distrito, manifestaram-se no sábado em Aveiro para exigir a reabertura das urgências, dos serviços de atendimento permanente e das maternidades, num dia que ficou assinalado por inúmeras actividades em defesa do Serviço Nacional de Saúde. Numa entrevista ao Diário de Notícias e à rádio TSF, a ministra de Saúde, Ana Jorge, afirmou não ter medo dos protestos que levaram à saída do seu antecessor, Correia de Campos, e disse-se em sintonia com a política desenvolvida por ele. Mas afirmou que discorda da forma como a reforma da saúde estava a ser comunicada aos utentes e aos profissionais de saúde.

Em Aveiro, os manifestantes concentraram-se na Praça Melo Freitas, com cartazes de protesto contra as medidas do governo que levaram ao encerramento, já concretizado ou ainda previsto, de serviços de Saúde nos seus concelhos. Foi o primeiro protesto conjunto das comissões de utentes que se formaram no distrito: movimentos de Aveiro, Espinho, Estarreja, Mealhada, Ovar, Vale de Cambra, Sangalhos Ílhavo, Feira e São João da Madeira mostraram que a luta é comum.

José Paixão, do movimento "Unidos pela Saúde" de Anadia, lembrou à agência Lusa que foi feito um investimento no Hospital José Luciano de Castro para agora as populações ficarem desprotegidas, apenas com numa ambulância do INEM com dois técnicos que não conhecem o concelho, para as situações de urgência.

João Morais, de Sangalhos, descreveu o encerramento sucessivo do hospital, do SAP, e agora da consulta aberta, que leva a população a manifestar o seu descontentamento, até porque a urgência de Anadia, para onde iriam ser encaminhados os utentes, também encerrou.

Cláudia Pereira, da comissão de utentes do Hospital Infante D. Pedro, em Aveiro, denunciou que o serviço de urgência do hodpital está "completamente entupido, as pessoas acumulam-se nos corredores e são sujeitas a longas esperas para serem atendidas".

As comissões de utentes do Litoral Alentejano distribuíram também no sábado sete mil comunicados pelas ruas e mercados, alertando para a "destruição do Serviço Nacional de Saúde".

Em Coimbra, realizou-se uma Tribuna Pública pela defesa do SNS, promovida por várias organizações sindicais e entidades de cidadãos ligadas à saúde na Praça 8 de Maio, em Coimbra.

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