PS chumba medidas de emergência para o Vale do Ave e do Cávado

09 de janeiro 2009 - 13:43
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Aumento ds falências não chega par o governo aprovar plano de combate ao desemprego no Ave e Cávado. Foto jaiTek/FlickrAs propostas da oposição para fazer face ao aumento do desemprego no Vale do Ave e Cávado foram chumbadas pela maioria parlamentar. O governo diz que já estão em curso medidas específicas para a região, mas para a deputada bloquista Alda Macedo, o que existe é "uma situação de verdadeira calamidade social".

 

O projecto de lei do Bloco de Esquerda previa a criação de um Programa de Intervenção para o Ave e o Cávado, que englobasse medidas destinadas a melhorar as prestações sociais destinadas aos desempregados, combater o encerramento fraudulento e a deslocalização de empresas, criar incentivos à iniciativa local de criação de emprego e diversificação de actividade, melhorar a oferta de formação profissional e a valorização da integração profissional de desempregados, entre outras medidas.



Mas a maioria PS no parlamento não foi sensível a estes argumentos, nem aos da restante oposição que apresentou iniciativas semelhantes para chamar a atenção a um problema que se tem agravado e que tende a agravar-se ainda mais nos próximos anos: a exclusão e o desemprego numa das zonas mais carenciadas do país.



O chumbo do PS surge no dia em que se soube que as falências dispararam em 2008, atingindo o novo máximo histórico de 2785, mais 35% do que em 2007. No distrito de Braga esse aumento foi de 46%, com 422 empresas a serem declaradas insolventes ou falidas, um número que naturalmente não engloba as empresas que fecharam honrando os seus compromissos com os credores. A associação nacional de PME's diz que as linhas de crédito que o governo anunciou não resolvem a situação dos pequenos empresários, dado que exigem garantias que a maioria das empresas não pode dar. Em alternativa, sugerem ao governo que lance um "plano Mateus" para estas empresas, em vez de as encaminhar para processos extrajudiciais de conciliação nos casos de dívidas ao fisco e segurança social, já que estavam nessa situação 30% das empresas que veriam mais tarde decretada sua falência.

 


Alda Macedo apresenta projecto de combate ao desemprego na zona do Ave e Cávado

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