Plenário com mais de mil professores propõe manifestação nacional

13 de fevereiro 2008 - 12:31
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Plenário de professores. Foto do site do spn. Clique para ampliarOs cerca de 1200 professores que participaram no plenário convocado pelo Sindicato dos Professores do Norte (SPN) no Cinema Batalha (Porto) teceram críticas duras ao sistema de avaliação de desempenho imposto pelo Ministério e ao novo diploma de gestão das escolas, e propuseram à FENPROF a realização de uma manifestação nacional. Também o Bloco de Esquerda exigiu a presença da Ministra da Educação no parlamento para dar explicações sobre a avaliação dos professores e a reforma do ensino artístico.  

A sala do Cinema Batalha, em plena baixa portuense, foi pequena para acolher os mais de 1200 professores que ali acorreram. Durante horas, muitos professores usaram da palavra para demonstrar a sua indignação perante os horários de trabalho (que, segundo alegam, vão muito para além das 35 horas semanais), o modelo de avaliação de desempenho, que classificam de "burocrático" e causador de injustiças e mal-estar entre os docentes, e o modelo de gestão das escolas, que afirmaram promover o compadrio e a subserviência.

"Esta sala cheia de professores é a prova de que o ME e o Governo ainda não conseguiram tranformar-nos nos funcionários obedientes e acríticos em que gostariam que nos tornássemos", referiu ao Jornal de Notícias a dirigente sindical Manuela Mendonça, perante uma sala onde já nem sobravam lugares de pé.

Na moção que propõe alternativas aos actuais horários de trabalho, ao modelo de avaliação de desempenho e ao diploma de gestão das esolas, os professores propuseram também à FENPROF a realização de uma manifestação nacional.



No parlamento, o BE utilizou um pedido de agendamento potestativo para obrigar a ministra da Educação a ir ao Parlamento para prestar esclarecimentos sobre o processo de avaliação dos professores e a reforma do ensino artístico.

O pedido de agendamento potestativo foi apresentado por Ana Drago, durante a reunião da comissão parlamentar de Educação, depois do PS ter "chumbado" os requerimentos do BE e do CDS-PP a solicitar a presença de Maria de Lurdes Rodrigues.



«Dada a situação de algum caos no sistema educativo, a audição deve ser antes de 04 de Março. Deve ocorrer no mais curto espaço de tempo possível», declarou Ana Drago, apontando o final da próxima semana como o prazo limite para Maria de Lurdes Rodrigues se deslocar à Assembleia da República para prestar esclarecimentos sobre o processo de avaliação dos professores e a reforma do ensino artístico.