Palestina

FATAH E HAMAS ANUNCIAM GOVERNO DE UNIDADE
abbashaniyeh20060817O presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmud Abbas, da Fatah, e o primeiro-ministro Ismail Haniyeh, do Hamas anunciaram um acordo para a formação de um governo de unidade nacional, com base no chamado "documento dos prisioneiros". Os dois dirigentes abordaram ainda a libertação do soldado israelita Gilad Shalit, e concordaram que a questão deve ser resolvida através da mediação do Egipto. Na terça-feira,os mediadores egípcios propuseram a troca do soldado por 600 presos palestinos, na sua maioria mulheres e crianças, mas as autoridades israelitas não deram qualquer resposta até agora.

O "documento dos prisioneiros" foi escrito por cinco palestinianos que se encontram actualmente nas cadeias de Israel e pertencem à Fatah, ao Hamas, a Jihad Islâmica, à Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP), e à Frente Democrática para a Libertação da Palestina (FDLP).

O documento, de 18 pontos (aqui está uma versão integral em inglês e aqui em espanhol), chama à retirada de Israel para as fronteiras de 1967 e à criação de um Estado Palestiniano na Cisjordânia e na Faixa de Gaza; e o direito ao regresso de todos os refugiados. No início, o Hamas opôs-se a ele, Mamud Abbas ameaçou organizar um referendo e o Hamas reagiu com a ameaça de boicote. Mas houve finalmente um acordo a 27 de Junho de 2006. Dois dias antes, porém, o soldado Gilad Shalit foi capturado por militantes palestinianos, dando origem às operações militares israelitas nos territórios palestinianos e o acordo não teve sequência, até porque uma boa parte dos membros do governo e dos deputados palestinianos foram e continuam presos por Israel.

Mahmud Abbas e Ismail Haniyeh apontaram para o final do mês como o prazo para concluir a negociação sobre a composição do governo, que deverá ser composto por técnicos.

Os palestinianos esperam que um governo de unidade entre todas as facções palestinianas levará a comunidade internacional, e particularmente a União Europeia, a retomar o apoio financeiro à Autoridade Palestiniana.