Octávio Teixeira critica teses para o XVIII Congresso do PCP

18 de outubro 2008 - 3:45
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Octávio Teixeira, ex-líder parlamentar do PCPEm entrevista ao Rádio Clube Português, que foi para o ar neste Sábado, entre as 12h e as 13h, Octávio Teixeira, ex-líder parlamentar do PCP, manifesta publicamente o seu desacordo em relação às teses em debate para o XVIII Congresso do PCP, no que se refere à Coreia do Norte, à análise do que se passou na ex-URSS e, de forma subentendida, em relação à China.

O site do jornal Expresso noticia que o ex-líder parlamentar do PCP tece fortes criticas, no programa "Politicamente" do RCP deste Sábado, às teses ao XVIII Congresso do PCP.

Octávio Teixeira declara, na entrevista ao RCP: "Nunca a Coreia do Norte foi considerada pelo PCP como um país socialista e não vejo razão nenhuma para alterar essa posição".

Nas teses ao XVIII Congresso do PCP pode ler-se: "Importante realidade do quadro internacional, nomeadamente pelo seu papel de resistência à «nova ordem» imperialista, são os países que definem como orientação e objectivo a construção duma sociedade socialista - Cuba, China, Vietname, Laos e R.D.P. da Coreia" (Negritos das próprias teses).

Octávio Teixeira acrescenta para o entrevistador: "Ao se referir a China você sorriu... e eu também sorrio, eu também sorrio..."

O ex-líder parlamentar do PCP, demarca-se também das teses sobre os acontecimentos na ex-URSS, dizendo que "o que sucedeu na URSS e no antigo mundo socialista" já está "razoável e suficientemente" bem analisado noutros Congressos do PCP.

As teses ao XVIII Congresso do PCP, numa alusão ao período de Gorbachov, referem: "Graves cedências e capitulações ideológicas, políticas e de classe que se manifestaram sobretudo a partir de meados da década de 80, acabaram por determinar que, da aguda competição e confrontação entre os dois sistemas, resultasse temporariamente um sério retrocesso no caminho do progresso social".

Octávio Teixeira diz relativamente às "alterações que aparecem agora": "eu pessoalmente não acompanho essas teses". O ex-líder parlamentar do PCP não tem "a mínima dúvida que quem quer que tenha apresentado a proposta teve algum vencimento de causa" porque as teses foram aprovadas pelo Comité Central.