Um comunicado do Ministério da Educação na noite de sexta-feira dá as negociações do modelo de avaliação dos professores por concluídas. Referindo-se ao encontro com Mário Nogueira, o ministério diz que só aceitou a reunião de dia 15 porque a Plataforma deixou de exigir a suspensão do modelo como condição para negociar.
O comunicado do Ministério foi distribuído aos Conselhos Executivos das escolas e surgiu após o porta-voz da Plataforma Sindical ter afirmado à saída do encontro com o secretário de Estado Adjunto e da Educação que suspendia as greves regionais porque o ministério tinha aceite negociar sem condições e que por isso a suspensão do actual modelo de avaliação voltava à mesa das negociações.
Mas o entendimento do governo sobre este encontro não coincide com o anúncio feito por Mário Nogueira. No comunicado do Ministério, é dito que Jorge Pedreira "respondeu positivamente à vontade dos sindicatos, expressa publicamente, de realização de uma reunião sem pré-condições, isto é, sem exigência de suspensão da avaliação até aqui colocada pelos sindicatos".
Embora afirme, tal como o fez o líder da Fenprof, que se tratará de uma reunião "com agenda aberta", o que incluirá certamente "dossiers" quentes como o modelo de avaliação e as alterações ao Estatuto da Carreira Docente, não há nenhum sinal de abertura por parte do governo quanto ao futuro do actual modelo, depois de a ministra ter ido ao parlamento dizer que põe a hipótese de o abandonar no fim do ano lectivo.
"Os sindicatos foram informados que o ME não suspenderá a avaliação de desempenho, que prossegue em todas as escolas nos termos em que tem vindo a ser desenvolvida", diz o último parágrafo do comunicado da 5 de Outubro.
Por seu lado, em declarações à TSF no sábado, Mário Nogueira desvalorizou as declarações de Jorge Pedreira, que adiantou que o modelo de avaliação dos professores «não está em causa», considerando que a prova de que há disponibilidade para debater a suspensão é a reunião marcada para dia 15.
«Se não houvesse nenhuma intenção do Ministério de procurar uma saída para situação, não valia a pena uma reunião para nos cumprimentarmos, portanto se há uma agenda aberta é porque há um objectivo, independentemente das palavras que saiam agora na preparação da própria reunião», afirmou o líder da Plataforma Sindical.
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