A segunda edição da parada Mayday Lisboa, a manifestação de precários no 1º de Maio, já está em marcha. Os movimentos que convocam a iniciativa espalharam graffitis pela capital, junto à entrada de várias empresas que promovem a precariedade laboral. Bancos, supermercados, empresas de trabalho temporário e call centers foram algumas das empresas que mereceram o selo da precariedade pintado à porta. Veja aqui o vídeo.
Esta acção pretende chegar sobretudo aos trabalhadores dessas empresas. "Com este selo queremos também que estas pessoas se revejam na campanha, que saiam para a rua connosco no dia 1 de Maio e ajudem o país a reflectir sobre as condições de trabalho dos nossos dias", disse André Soares.
Os organizadores da iniciativa explicam quais são as empresas que são automaticamente candidatas a receber este "certificado". Basta responder afirmativamente a uma destas perguntas: "Mantém trabalhadores indevidamente a recibos verdes? Não renova contratos a 'colaboradoras' grávidas? Esquece-se do direito às férias ou dos subsídios de Natal e de Férias? Gosta de saber que os trabalhadores da sua empresa não têm direito ao subsídio de desemprego? Deixa o pagamento da Segurança Social por conta dos precários que explora na sua empresa? Não tem 'folgas' no seu dicionário?".
E o resultado está à vista: "Há imensas empresas que já estão a aderir em força", afirmou, ironizando, à agência Lusa André Soares, fundador do FERVE (Fartos/as d'Estes Recibos Verdes), um dos movimentos que prepara a parada Mayday 2008 em Lisboa, e que garantiu ser "muito fácil uma empresa candidatar-se e ter um selo de garantia de precariedade."
A parada Mayday é uma celebração alternativa do Dia do Trabalhador, que começou em Milão em 2001 e foi depois apropriada por movimentos de jovens e precários noutros países. Em Portugal, a primeira edição juntou mais de 200 pessoas em Lisboa, com um piquenique seguido de manifestação da Alameda a Alvalade, integrando de seguida o cortejo da manifestação da CGTP até à Cidade Universitária.
Video "Certificado de Precariedade"