Mais uma escola de Setúbal contra o modelo de avaliação

11 de abril 2008 - 19:20
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Cada vez mais escolas tomam posição contra o modelo de avaliaçãoEm Setúbal, os professores de todos os Departamentos da Escola Básica de 2º e 3º Ciclos de Bocage reuniram na quinta-feira e manifestaram-se favoráveis à suspensão do processo de avaliação do desempenho iniciado pelo ministério. São mais um exemplo do mal-estar instalado nas escolas, com critérios diferentes a serem aplicados em cada lugar.

 

Os principais aspectos da discórdia com este modelo são enunciados no documento aprovado pelos professores, que "consideram que não é legítimo subordinar, mesmo que só em parte, a avaliação do desempenho dos professores e a sua progressão na carreira, ao sucesso dos alunos e ao abandono escolar, desprezando-se um grande número de variáveis e condicionantes que escapam ao controlo e à responsabilidade do professor".



Os professores acham também que "a carga burocrática deste modelo é excessiva, dificultando uma avaliação criteriosa, justa e formativa" e que "há muito mais desempenho profissional para além das grelhas e dos descritores".



O documento propõe a ministério que "suspenda a aplicação do processo de avaliação dos Professores até ao final do presente ano lectivo e possibilite um debate o mais alargado possível nas escolas". E "uma vez que não é possível serem cumpridos os requisitos mínimos para a avaliação dos professores contratados, bem como dos professores que completam, no presente ano lectivo, o tempo necessário para a progressão" propõem que a avaliação seja feita de acordo com as regras em vigor, estipuladas pelo Decreto Regulamentar n.º 11/98 de 15 de Maio.