O portal Esquerda.net divulga os comentários de blogues ao acordo a que chegaram a plataforma dos sindicatos de professores e o ministério da educação.
Este artigo irá sendo actualizado de acordo com a publicação de novos comentários nos blogues. Leia também vitória dos professores ou de Sócrates? , a opinião de Cecília Honório.
A Vitória do Modelo Simplex para todas as Escolas III
E agora fiquei eu a pensar numa conversa tida com o meu presidente de escola, em que ele concordou que de facto a Avaliação de Desempenho de Professores tinha nascido de forma trapalhona e em que, por falta de tempo, que entretanto tocou para dentro, não avancei mais na exploração de tão apaixonante e trapalhão assunto. Enfim, fiquei eu a reflectir o que estará ele a pensar neste preciso momento, desautorizado que foi pela própria ministra, ele que apenas quis, a todo o custo, colocar em acção o modelo complex da dita avaliação, que apenas quis, no fundo, cumprir escrupulosamente a lei? Já com aulas assistidas passadas em horário nobre na RTP1, com aulas assistidas marcadas para a próxima semana, afinal lá vamos nós ter de desmarcar tudo por ordens de Maria de Lurdes Rodrigues, afinal lá vamos ter nós de mandar as aulas assistidas para as urtigas que elas não servirão para nada... uma verdadeira chatice!...
É, de facto a Avaliação de Desempenho nasceu de forma trapalhona, começou a ser implementada de forma trapalhona, continua a ser implementada de forma trapalhona e, palpita-me, vai acabar de forma trapalhona.
Publicada por Anabela Magalhães
A Vitória do Modelo Simplex para todas as Escolas II
(...) Este recuo da tutela traduzido, não neste acordo, porque não se trata de um acordo quando tanta coisa separa ainda professores e sindicatos da tutela, mas traduzido neste primeiro entendimento e acerto possível de posições quanto à avaliação dos contratados e dos professores do quadro em condições de progredirem na carreira, é já uma pequena mas saborosa vitória, que vou digerir lentamente durante este fim-de-semana.
Sim, a luta vale sempre a pena quando se acredita que a razão está do nosso lado e desistir agora seria o nosso fim.
Mais do que nunca precisamos de estar unidos e fazer ouvir o nosso descontentamento através dos sindicatos, na comunicação social, no Parlamento, na imprensa escrita, na blogosfera, na rua.(...)
Publicada por Anabela Magalhães
O Estado da Avaliação 9 - Sem Cura
A intervenção de Maria de Lurdes Rodrigues no noticiário da tarde da SIC foi, como seria de esperar, mais um momento de completa e persistente «determinação» em negar o óbvio, em não conseguir admitir sequer uma linha de recuo na sua posição. Parece um daqueles generais que ficam em pleno campo de batalha a clamar por vitória, quando as tropas já debandaram e nem mesmo os inimigos se preocupam em ir tirar-lhe o estandarte das mãos.
A jornalista da SIC bem tentava fazê-la descer à realidade mas nada.
Eis algumas ideias e citações recolhidas com um ouvido na televisão e os olhos na feijoada de choco. Comecemos por aquelas em que se afirma que tudo está na mesma, que tudo é como sempre foi e assim será para todo o sempre
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A avaliação concretiza-se nos moldes do decreto-regulamentar.
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O modo simplificado a adoptar é já o que tinha sido proposto ao Conselho de Escolas em Janeiro.
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A avaliação vai-se concretizar, não está suspensa e não será experimentada.
Entretanto a entrevistadora perguntava, várias vezes e em vão, porque foi necessário tanto tempo para ser atingido este «entendimento» e no que é que o Ministério tinha modificado as suas posições.
A seguir as declarações que sinceramente é preciso ter uma enorme «lata» para as fazer em noticiário de canal aberto para milhões de pessoas:
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As pessoas gostam muito de simplificar os processos negociais que são complexos.
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Foi finalmente possível um entendimento com os sindicatos.
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Tudo leva o seu tempo (...) este tempo foi necessário para conquistar a confiança dos sindicatos.
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A participação dos sindicatos parece-me natural.
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Há momentos difíceis nas relações.
Agora declarações que é melhor não ouvir para não ser necessário partir a loiça toda:
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Foi finalmente possível convencer os sindicatos a aceitar que a componente não-lectiva do trabalho deve ser feita nas escolas.
E depois aquela ladaínha irritante acerca do ME estar a fazer tudo para que a avaliação decorra de forma «tranquila» e «confortável» para as escolas e os professores (...).
A verdade é que, se a ideia é reconquistar a opinião pública, isto parece-me muito curto e repetitivo como táctica. Quanto aos que estão «por dentro» dos assuntos só consegue que fiquemos com uma sensação a oscilar entre a irritação e uma certa dor de alma por alguém se prestar a este papel.
Publicado por Paulo Guinote em A Educação do meu Umbigo
E agora? O que fazer a seguir?
Os professores ganharam uma importante batalha. O valor simbólico dessa batalha é grande. Há dois anos que não era possível fazer a ministra da educação recuar. Com unidade sindical e ampla mobilização, os professores conseguiram, finalmente, obrigar a equipa ministerial a recuar no processo de avaliação de desempenho e nos horários de trabalho dos professores. Daqui para a frente, a luta deve centrar-se:
1.nas alterações ao ECD, nomeadamente, na luta contra a existência de duas categorias de professores;
2.nas alterações ao Dec. Regul. 2/2008, no sentido de generalizar e acomodar o processo de simplificação nos normativos legais;
3.na suspensão da aplicação do diploma de gestão escolar;
4.nas alterações às provas nacionais de acesso à profissão;
5.na simplificação curricular, nomeadamente, no 3º ciclo do ensino básico;
6.no combate à ideia peregrina do professor generalista para o 2º ciclo do Ensino Básico.
Com a vitória alcançada esta madrugada, os professores ficaram com mais ânimo para continuar uma luta prolongada pela prossecução destes objetivos. Agora, acreditam, ainda mais, que a unidade e a mobilização movem montanhas.
Publicada por Ramiro Marques em ProfAvaliação
Pela Blogosfera - Causa Nossa
Os protestos sempre surtem efeito
(...) Não percebo bem se o intelectual orgânico do Socratismo está triste pelo facto do Governo estar a ceder em várias áreas que ele próprio definira serem inegociáveis, se apenas escreveu um post porque sim.
Mas como Vital Moreira é um exemplo, talvez um farol para MLR, de persistência em achar que tem sempre razão e que a realidade o confirma, mesmo quando se passa o oposto, o mais certo é ele apenas achar que afinal era isto que ele tinha dito desde o início, mesmo quando escreveu exactamente o contrário. Ou vice-versa.
Publicado por Paulo Guinote em A Educação do meu Umbigo
Mário Nogueira: houve entendimento mas não houve acordo
(...) Mário Nogueira lembra, e bem, que não houve acordo em matérias fundamentais como as alterações ao ECD, a legislação sobre ensino especial e a gestão escolar. É por isso que a luta vai continuar. No dia 15 de Abril (Dia D), os professores vão realizar plenários em todo o país tendo em vista a discussão de formas de luta que permitam alterações significativas ao ECD. Com este entendimento, os professores obrigaram a ministra a recuar no processo de avaliação e enviam à opinião pública a mensagem de que são responsáveis e querem ser avaliados. Rejeitam um modelo de avaliação injusto e burocrático, mas querem ser avaliados de forma justa e objectiva. Há outra vitória que importa sublinhar: a garantia de que todos os professores tenham pelos menos 8 horas semanais (podem ser 10 horas) destinadas a trabalho individual, descontadas na componente não lectiva, sem que essas horas tenham de estar registdas no horário do professor. Ou seja, o professor gere as 8 horas semanais como bem entender. Este aspecto é fundamental porque há muitos professores que estão a fazer muito mais do que de 35 horas de trabalho por semana.
Publicada por Ramiro Marques em ProfAvaliação
Os protestos sempre surtem efeito
Primeiro, foi a postura de apaziguamento na saúde; agora, anunciam-se algumas cedências na avaliação dos professores e na reforma da Administração pública. Vão-se acumulando os sinais políticos de que, mesmo que mantendo a agenda das reformas iniciadas, o Governo procura minimizar o protesto dos sectores afectados.
Sem dúvida, nesse aspecto o Governo já vê as eleições no horizonte...
Publicado por Vital Moreira em Causa Nossa
Ela explicou, explicou... até que finalmente entendeu
Os sindicatos explicaram-se, a ministra explicou-se e, no final de uma reunião que durou mais de 7 horas, a ministra entendeu, resolvendo o problema de comunicação que pairava sobre o sector que tutela. O processo de avaliação de professores avança e mas já não será o "seu". Mas avança, "e isso é que é importante", como diria José Sócrates. (...)
Empurrado por Filipe Tourais em O País do Burro
A Vitória do Modelo Simplex para todas as Escolas
Educação: Governo cede aos sindicatos, avaliação terá este ano lectivo 4 parâmetros universais
12 de Abril de 2008, 02:55Lisboa, 12 Abr (Lusa)
Publicada às 13:02 em Anabela Magalhães
O Estado da Avaliação 8 - Acção de Spin
A SIC está a anunciar um directo com Maria de Lurdes Rodrigues no noticiário da uma da tarde. Eu quase apostaria que ou MLR foi muito bem industriada para esta aparição ou vai querer ganhar pontinhos, o que normalmente azeda logo o clima. Aliás há algo nestas aparições televisivas de MLR algo que tem o condão de irritar, por muito que um tipo se queira manter calmo. Se é uma táctica propositada ou uma idiossincrasia inultrapassável é que eu gostava de saber. (...)
Publicado às 12:35 por Paulo Guinote em A Educação do meu Umbigo
A luta continua...
... ou um modo de fazer arrepiar caminho (vídeo RTP)?
... ou um avanço... para trás (vídeo SIC)? (...)
Publicado às 12:31 por Miguel Pinto em OutrÒÓlhar
O Estado da Avaliação 7 - O Memorando Do Entendimento
(...) Agora espera-se formulação jurídica legal que permita a adaptação do que está decretado no 2/20008. Porque ou vivemos num Estado de Direito ou passamos a orientar tudo isto na base dos papelinhos trocados em reuniões.
Obviamente não chega um Despacho.
Publicado às 12:16 por Paulo Guinote em A Educação do meu Umbigo
Cadáver político
(...) Derrota total da Ministra da Educação. Avaliação a brincar para 7 mil professores sobre 4 items ridículos e que para o ano pode ser repetida se o professor tiver maus resultados. A avaliação será mínima e uniforme em todas as escolas. Os presidentes dos conselhos executivos que deram a cara pelas ideias da ministra foram desautorizados. Tudo o que a ministra disse após a manifestação foi desdito. A Ministra da Educação já não é ministra. Aguarda-se apenas a confirmação oficial.
Publicado às 09:23 por João Miranda em Blasfémias
Leia o texto completo do entendimento da Plataforma com o ME e veja o vídeo
Leia aqui o texto completo com os termos do entendimento entre a Plataforma Sindical e a ministra da educação. Uma análise cuidada dos termos de entendimento mostram, claramente, que a Plataforma Sindical faz bem em assinar o texto. Embora tudo fique em aberto quanto à renegociação do ECD e das alterações ao Dec. Regul 2/2008, há o compromisso do ME de aceitar um processo negocial sobre essas matérias cruciais (em Junho e Julho de 2009). Foram salvaguardados os direitos dos contratados e contabilizado o tempo de serviço para os contratados com contratos inferiores a 4 meses; foi garantido que os contratados com avaliação de regular possam ver renovados os seus contratos; foi garantida a aplicação, neste ano lectivo, de um modelo simplificado uniforme para todas as escolas que, na prática, vai consistir numa espécie de relatório crítico (ficha de auto-avaliação) e verificação da assiduidade, cumprimento do serviço lectivo e de acções de formação; foi garantido um crédito de horas para os avaliadores; ficou estabelecido que os professores passarão a ter direito a um conjunto de horas semanais para trabalho individual (mínimo de 8 horas semanais), a descontar na componente não lectiva, e que não serão registadas no horário dos professores.
Veja aqui o vídeo que formaliza a vitória dos professores. Mário Nogueira (FENPROF) e João Dias da Silva (FNE) estão de parabéns. Dignificaram o sindicalismo e os professores!
Publicada às 11:48 por Ramiro Marques em ProfAvaliação
O Estado da Avaliação 6 - O Empurrão De Cima
(...) O problema é que me parece - espero estar errado, mas acho que não - que isto foi feito á custa da promulgação, sem questões, do diploma relativo ao novo modelo de Gestão Escolar. (...)
Se os professores ficaram a ganhar? Se esta é a solução ideal? Talvez não... Em termos de gestão escolar certamente que não, seja para os professores, para a as escolas ou para o sistema de ensino.
Mas não se diz que a política é a arte (e a técnica) do possível?
Esperemos novos episódios, porque ainda os haverá.
Publicado às 11:52 por Paulo Guinote em A Educação do meu Umbigo
Vale a pena lutar!
A Fenprof e a Plataforma estão de parabéns. O Mário Nogueira está de parabéns. Os professores, estão de parabéns.(...)
Publicado às 11:43 por Moriae em A Sinistra Ministra
O que se segue...
O recuo do ME permitiu esta pequena vitória obtida pela união dos professores e a Plataforma dos Sindicatos.
Queremos ver o decreto publicado para que aqueles que se adiantaram a todo o processo, reflictam e percebam que a escovagem e a imposição nunca se revelaram boas práticas.
Chegou o momento de lutar pela alteração de outros pontos:
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Decreto Regulamentar n.º 2/2008
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ECD
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Nova lei de Gestão escolar
Publicada às 11:35 por Movimento dos Professores Revoltados
Governo cede a professores e acerta termos de avaliação
A luta vai continuar...
Publicada às 11:09 por Em defesa da Escola Publica
Depoimento de professor sobre a vitória alcançada
Acordar, ligar a TV e ouvir esta notícia foi o que de melhor me aconteceu ultimamente. É uma pequenina vitória dado que a nossa luta não se deve centrar apenas na avaliação do desempenho. Apesar de ser PT e não me considerar sem competências para o ser, não concordo com a carreira a três dimensões( PT, P e C ),com um futuro Director que dirigirá a escola como muito bem entender, com o fim da escola pública, com o facilitismo que se quer implementar, com um estatuto do aluno que acaba com a reprovação por excesso de faltas, enfim, com um sistema educativo que não respeite a democracia, o sentido de responsabilidade de todos os intervenientes, a alegria de ser professor, a alegria de ser aluno, a confiança entre pais, professores e alunos, a qualidade e o rigor das aprendizagens e a transparência dos momentos de avaliação, quer de alunos quer de docentes.
António
Comentário meu
Foi uma pequena mas significativa vitória. Só a unidade o permitiu. Professores mobilizados e sindicatos unidos foram os ingredientes que permitiram esta vitória.
Agora, é tempo de recentrar a luta nas alterações ao Dec. Regul 2/2008 e ao ECD.
Publicada às 10:10 por Ramiro Marques
O entendimento sobre o modelo simplificado uniforme. Em que consiste?
O modelo simplificado uniforme é para ser aplicado, em todas as escolas do país, este ano lectivo... A ficha/grelha do PCE só pode incidir sobre aqueles 4 items. Consequências disto: os PCEs maximalistas e todos os que andaram a realizar, à pressa, os procedimentos de avaliação de desempenho, vão ter de meter a viola no saco e fazer marcha atrás. Houve uma vitória clara dos professores, mas também uma vitória do bom senso. Quem ganhou mais foram os alunos que, desta forma, podem ter um final de ano mais tranquilo. Mas, também, houve perdedores: O Presidente do Conselho de Escolas, o CCAP e alguns PCEs prepotentes. Para a ministra, não foi uma derrota porque reconhecer os erros e emendá-los é um sinal de bom senso e de nobreza. Oxalá, a ministra saiba reconhecer os outros erros e mostre abertura para os emendar com a ajuda dos sindicatos e dos professores em geral. Talvez acabe por reconhecer que a escola não é uma empresa e que os professores não produzem bens materiais. Produzem bens espirituais e esses são intangíveis: não se podem quantificar nem medir. Mas são os mais valiosos de todos os bens.
Publicada às 09:04 por Ramiro Marques em ProfAvaliação
Reacções ao entendimento da Plataforma com o ME
Ouvi na rádio (Antena 1) há pouco, eram 3h da manhã: foi alcançado um acordo entre a Ministra e a Plataforma Sindical (...).
O Mário Nogueira veio dizer que era "uma vitória dos profs." e que "valia a pena lutar". De facto, se este é TODO o acordo, parece-me uma vitória, pois a avaliação com estes parâmetros é igual à que se fazia com o ECD antigo. Além disso, respeita o princípio da igualdade em todo o país. No entanto, suspeito que o acordo poderá ter mais qualquer coisa, e gostaria de saber o que foi prometido/ acordado por ambas as partes PARA O PRÓXIMO ANO LECTIVO (implementação do decreto da avaliação tal como existe? Experimentação nalgumas escolas, como propunha a Plataforma? Outra decisão?...) Com certeza que a avaliação simplificada agora acordada diz respeito apenas a este ano lectivo e a este período. Se alguém tiver informações mais concretas acerca dos restantes pontos do acordo entre o ME e a Plataforma, gostaria de saber.(...)
Ana Paula Amaral, Barreiro
Publicada às 08:56 por Ramiro Marques em ProfAvaliação