Alegre disponível para discutir princípios com PS

13 de janeiro 2009 - 1:52
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Manuel AlegreNo final da reunião da corrente política "Opinião Socialista", que juntou cerca de 20 militantes do PS, Manuel Alegre afirmou que o movimento tomou já decisões sobre a sua relação com o PS tendo em vista as próximas eleições, estando disponível para discutir princípios e não "mercearia" de lugares. Mas frisou que o desfecho dessa discussão "não depende só de mim". O deputado reafirmou que a política do governo está divorciada dos princípios socialistas.

O ex-candidato à presidência disse à agência Lusa que na reunião "foram tomadas decisões que brevemente serão tornadas públicas", sem dar mais detalhes.

Antes do início da reunião, Alegre disse que a porta do diálogo com José Sócrates "é estreita", mas recusou ser "aventureiro", lembrando que também teve quota na maioria absoluta do PS.

Manuel Alegre frisou também que a sua corrente vai continuar, e mesmo reforçar-se: "Estamos unidos há muito tempo não só politicamente. Há também uma grande afectividade entre nós", afirmou. Sobre os temas abordados na reunião, Alegre criticou "a falta de debate no PS", a "marginalização de militantes" e uma política do governo que disse estar "divorciada" dos princípios socialistas. Em contraponto, o movimento elogiou a actuação da ministra da Saúde, Ana Jorge, que foi apoiante de Alegre na corrida à liderança do PS em 2004.

À entrada para a reunião, Manuel Alegre fora interrogado se aceita fazer parte das listas de deputados do PS nas próximas eleições legislativas. Respondeu que não queria dar respostas definitivas, "porque isso é muito perigoso em política". Mas reafirmou que "é difícil que seja [candidato], a menos que determinadas coisas aconteçam, mas é muito difícil".

Sobre o facto de José Sócrates contar com ele nas listas de candidatos a deputados, Alegre respondeu que isso é natural: "Ele sabe que existe esta realidade de facto: uma corrente de opinião que abarca muitos socialistas. Não aqueles que estão nos órgãos [do partido] mas muitos eleitores socialistas. Abarca também não socialistas. Não é por mim [que Sócrates convida] mas naturalmente por aquilo que eleitoralmente posso representar", afirmou.