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Estigma social e racismo institucional cercam Bairro de Casal de Mira

O cerco ao bairro do Casal da Mina e as demolições no Bairro de Santa Filomena inscrevem-se num projeto político de caça ao pobre e de estigmatização social. E nada melhor que a silly season para cimentar e legitimar o mais ordinários dos racismos: “os bairros sociais são maus e, habitados por pretos ainda pior ficam”!

No início da tarde de dia 01 de Agosto, a PSP, com 200 agentes armados até os dentes, incluindo veículos blindados como se de um cenário de guerra se tratasse, invadiu e cercou o Bairro Casal da Mira no Concelho de Amadora, a coberto de uma “operação especial de prevenção criminal e do cumprimento de 11 mandados de busca domiciliária”. Para além deste pretexto “legal”, a operação tinha também como objetivo, responder às “repetidas ofensas e emboscadas” de que, supostamente, seriam “repetidamente” alvo agentes e carros de patrulha da PSP naquele bairro.

Com o décorassim plantado, o álibi estava encontrado e legitimado, como de costume, para os agentes cercarem o bairro e invadirem as casas, libertando-se para a violência psicológica, simbólica e física sobre os moradores, arrombando portas de casas e destruindo bens e haveres, deixando um rasto de destruição e de humilhação.

Estes abusos policiais são apenas uma das últimas cenas de um longo filme já visto e revisto! A polícia aproveita o isolamento socioeconómico resultante da segregação espacial e social destas comunidades e da sua precariedade social, económica e política para exercer impunemente todo o tipo de violência. A precariedade destas comunidades é enorme e está construída numa geografia de múltiplas exclusões. Esta geografia conjuga todas as precariedades, da jurídica passando pela laboral, habitacional e social até a política.

Portanto, o que nos diz toda esta violência gratuita nos bairros sociais, onde vivem maioritariamente negros e ciganos, que resulta sempre em agressões, ferimentos e mortes, como foram as sentenças de morte de Toni, Kuku, MC Snake e de tantos outros que já sucumbiram às balas da polícia, inscritas no preconceito racista e na impunidade que grassam nas instituições em geral e na PSP em particular, é que o cerco do Bairro do Casal da Mira se insere numa lógica de estigmatização social para legitimar a violência policial e o racismo institucional.

As comunidades imigrantes e seus descendentes têm, no seu dia a dia de superar, para além das fronteiras físicas e simbólica do racismo ordinário quotidiano, a reclusão urbana pela guetização resultante da política em relação às periferias urbanas, com soluções urbanísticas, quase sempre degradantes, a segregação socioeconómica e política e, as fronteiras da “legalidade”, da desigualdade e da exclusão social. Esta discriminação política legitima todas as outras formas de discriminação contra estas comunidades, porque é evidente que as segregações espaciais e a conflitualidade social que daí resulta alimentam o modelo social de diferenciação racista na base da estigmatização territorializada, para legitimar a guetizaçao e a violência policial.

O lote quotidiano das suas vivências é feito de trabalho escravo, salários miseráveis, chantagem e a coação psicológica no trabalho e na sua relação com as instituições.

À segregação espacial, social, económica, juntam-se vergonhosa e inaceitavelmente estas aparatosas e frequentes rusgas expeditivas nos bairros, como mecanismo de controlo social e de pressão psicológica!

Em bairros como os do Casal da Mira, vivem maioritariamente pessoas das minorias étnicas e da população mais pobre, onde se tem agravado o fosso das desigualdades entre estas comunidades e o resto da sociedade. Nelas, a taxa de desemprego duplica ou triplica em relação à taxa nacional, a escola pública reproduz e reforça as desigualdades, com a discriminação espacial como pano de fundo de normalização das relações sociais, reagrupando as mesmas categorias sociais no mesmo espaço e, em que os serviços públicos primam pela escassez senão pela ausência.

É por isso que não devemos nem podemos dissociar a instrumentalização aparatosa do aparelho repressivo no bairro do Casal da Mira com o que o se passa atualmente com as demolições e os desalojamentos no Bairro de Santa Filomena, porque ambos os processos participam da mesma lógica: estigmatizar e criminalizar uma parte da sociedade.

Por exemplo, no caso das demolições e desalojamentos do bairro de Santa Filomena, a Câmara Municipal da Amadora usa e abusa de mentiras, manipulações para dividir os moradores e enfraquecer a sua luta e aparatosos dispositivos policiais para os intimidar, enquanto o ACIDI, incapaz de tomar uma posição clara sobre o que está a acontecer, procura com petulância e arrogância que, só explicam a fraude e a insignificância política que é, silenciar e desrespeitar os movimentos sociais que estão mobilizados contra as demolições. Felizmente que os moradores continuam a luta e a erguer-se com dignidade contra esta barbárie que é empurrar mulheres, crianças, homens, pessoas doentes e pessoas carenciadas para o desnudamento total.

O cerco ao bairro do Casal da Mina e as demolições no Bairro de Santa Filomena inscrevem-se num projeto político de caça ao pobre e de estigmatização social. E nada melhor que a silly seasonem que tudo e nada se transforma em notícia e se procura canibalizar as mentalidades para cimentar e legitimar o mais ordinários dos racismos: “os bairros sociais são maus e, habitados por pretos ainda pior ficam”! E claro, o sistema tinha de fazer o seu habitual número para “entreter o povo” e, como sempre, que tal mandar a PSP cercar um bairro, maioritariamente de negros, com um vistoso aparato policial para, por um lado, alimentar o sentimento de (in)segurança e a ideia de se lhe responder e, por outro, instigar e alimentar o racismo que se esconde por detrás desta manobra mediática? E desta vez tinha que ser o Casal da Mira mas a pergunta é que qual é o bairro que se seguirá e até quando?

Nestes bairros esboçam, ensaiam-se e realizam-se várias formas de lutas e de resistências. As experiências de respostas e de organização política ainda permanecem escassas e fracas. Porém, muitas dessas experiências são essenciais no dia-a-dia de muita gente e devem ser consideradas por quem procura a resposta política que faz falta. Essa resposta concebe a luta contra a discriminação como parte de uma luta global contra a injustiça. Se é evidente que merecem solidariedade todas as lutas contra as discriminações e os abusos sobre as minorias, a nossa tarefa maior é de contribuir para uma estratégia convergente, que traga os moradores destes bairros, principalmente os jovens das periferias ao combate que é de toda uma geração e de toda a classe trabalhadora: contra a pobreza e precariedade social, pelo direito a ter direitos, e contra a resposta policial e racista - a que o capitalismo melhor sabe dar - nas periferias mais afetadas pela exclusão.

Os abusos policiais são a última cena de um filme bem longo. Ora, é necessário radicalizar estas lutas, apontando o verdadeiro inimigo - um sistema social que explora e que discrimina os mais explorados, os imigrantes e seus filhos e filhas. Há uma existência guetizada, a resposta que se impõe é a implosão do cerco.

Sobre o/a autor(a)

Dirigente de SOS Racismo

Comentários

Gostei deste artigo e concordo com o que foi escrito pois este género de acções policiais em bairros onde se estigmatizam as populações e onde nao se permite uma verdadeira integração social, só conduz a um ciclo vicioso associado ao desemprego, falta de apoios sociais e culturais e ao crime. Este último aspecto serve de argumento para a repressão conduzindo a uma maior segregação e exclusão.
É importantíssimo denunciar e reflectir sobre estas questões pois enquanto tivermos problemas deste género a prejudicar as populações com menos recursos e/ou de outras etnias, só vamos ter (nós sociedade) mais problemas ainda, pois a insatisfação, frustração e revolta irão ter uma palavra a dizer, para além de ser danoso para o desenvolvimento socio-económico. Por isso este problema tem a mesma solução que outros, ou seja, mudar de políticas e para isso é preciso mudar de políticos.

Pois, é sempre a vitimização do costume, sempre os coitadinhos das minorias que não devem mesmo fazer mal nenhum a ninguém... quando são os brancos, que ainda são a maioria, as vítimas das minorias, assobiam todos para o lado. Que tal falarmos do genocídio silencioso da raça branca em África? Ou o racismo só existe quando o branco é o filho da mãe?? O racismo é desprezível sim senhor, mas tem que ser para todos!

É Agosto, porque é que não dão férias à droga, ou tão com medo que ela acabe? va, ide lá descansar, que o que está a acontecer já devia ter acontecido há muito, não se metam com filmes, porque se quiserem ver a necessidade de isto estar a acontecer, acompanhem um carro de patrulha ou vão para lá viver.

PRETO, PRETA, PRETOS, PRETAS, NEGRO, NEGRA, agora sou racista? Só falta dizer que as armas que foram apreendidas, foi porque eles eram pretos, porque se fossem brancos já não eram. lol porque é que não aprovam os outros comentários?

E já agora isso é com base em quê? Racismo e discriminação foi o que fizeram à policia. Isso é racismo. Só porque são brancos têm que levar.

Corrija-se.Ninguém parte do princípio que polícias têm outra cor que não seja AZUL. Resta é saber quem a quem esse azul dá proteção? Aparentemente os moradores desses bairros por onde tem passado não têm uma boa imagem dessas forças, de alguma forma sentem que não fazem parte da sua segurança. Quando quer, a polícia chega ao local onde se encontra um suspeito e cirurgicamente apreende-o. O casal da Mira foi um circo que afeta a imagem e seriedade das pessoas que poderão estar realmente interessadas em defender pessoas independentemente das sua origens e condição social, uma palhaçada para agradar um ministro que fez uns favorzinhos. Pois, quando tiram a farda e vão para casa, não sentem a austeridade, só conhecem polícias, não convivem oom o resto da prole?Então a pergunta é simples: Quando é que passam para o lado do povo? Quando é que prendem os grandes ladrões esses que nos roubam a todos?Quando? Quando?Quando?

Ok concordo plenamente com este artigo. É um problema que se arrasta desde os anos 1970 quando estes bairros começaram a ser construidos e os sucessivos governos nunca tiveram vontade de tentar entender. Só quero compartilhar um situação que aconteceu hoje com o meu irmão, ele estava num café aqui no bairro quando a policia apareceu. Entraram no café e começara a revistar o meu irmão sempre com um a titude agressiva, tiraram-lhe a carteira e deitaram para o chão e depois as chaves e fizeram o mesmo, o meu irmão teve de ir buscar as suas coisas ao chão obviamente humilhado, digam-me só isto acham que se ele fosse branco e fosse parado numa operação stop a atitude seria a mesma? Ok deixei aqui o meu testemunho desculpem ser tão longo mas é necessario compreender que as coisas não são tão simples, a policia não esta apenas a fazer o seu trabalho. Porque o trabalho deles não é HUMILHAR cidadãos Honestos!!!!

Qum não deve não teme, já me passou uma situação identica por estar no sitio errado à hora errada, apontaram-me uma caçadeira e encontaram-me à parede, revistaram-me e tiraram-me tudo dos bolsos, fiou tudo no chão.
Dou razão à policia, o que fizeram comigo apesar de não gostar entendo perfeitamente e a rezão porque fazem aquele tipo de abordagem, uma coisa é certa apesar de não ser nenhum santo ainda conto com a policia para por este portugal em ordem, e não havia de ser só neste bairro, era em todos que haviam de ter este tipo de ação.

P.S. quem me dera ter sempre a policia à minha porta, era sinal que pelo menos a minha rua estva protegida.

O seu caso é lamentável,mas não deixa de ser pontual.Digo isto pensando em todas as pessoas que vivem em zonas do país e do Mundo, nas quais a presença da polícia é como a presença de um passeio: imóvel e constante. E nas quais o abuso de autoridade é como vento, arrepia a todos com frieza e aquece o corpo a todos quando se aquece a autoridade. Todos, inocentes culpados, crianças, quotidianamente lidam com isso. Parece-me ser justo levar em conta a longa, constante e experimentada avaliação que estas pessoas fazem da atuação da polícia.Creio que estão bem mais informados que muitos que debatam e se expressam sobre este assunto.

Estes nazis acham que so com a repressao assumem o controlo das comunidades quantas vezes estes episodios ja se repetiram ao longo dos ultimos anos?? A desculpa e sempre a mesma...criminalidade, gangs, e os supostos fora da lei..Deixo-vos uma pequena questao no ar...Quantos agentes sao corruptos e desviam mais do que 10.000 euros durante o seu ano laboral, atraves de trafico de armas, estupefacientes e favorecimentos a filhos de politicos apanhados em situaçoes complicadas bem piores do que os tais criminosos medonhos do bairro social que em roubos por ano nao irao chegar a 20% do lucro dos dois grupos de cidadaos decentes e respeitadores acima mencionados. Esta sociedade e simplesmente medonha e so o que tenho a dizer.

ahhhhh agora é que ficou serio.

Vamos por partes.
Primeiro: Neste bairro há traficantes de drogas e de armas. Não me venham com merdas que as apreensões são feitas. Além disto fizeram merda à policia, mais que uma vez, ninguém deu aperto aos meninos que levaram para ai a policia dessa maneira.

Segundo: Dizem que nem toda a gente é bandido e que há gente de trabalho, totalmente de acordo. Acusa-se a generalização do mundo inteiro, neste caso da policia em considerar tudo criminosos e o que se faz?

Terceiro: Generaliza-se todo o corpo da policia espalhado pelo país que juntos enchiam 5 bairros desses, dizendo (ou não deixando claro se são muitos ou poucos os que são corruptos e os que não são corruptos) que são todos corruptos e bandidos. Boa.

Claro que é boa PSICOLOGIA INVERTIDA PREMEDITADA. fico contente por não terem gostado do efeito. Eu conheço polícias, de forças especiais até. Sei a vida que levam e as horas que não recebem há anos.Não posso falar da forma como trabalham no terreno. Mas faço estas perguntas diretamente e com toda a franqueza a estas pessoas. é complexa a resposta e as condições de trabalho, pois claro digo-lhes que também o resto das pessoas têm vidas complexas e trabalhos complicados e arriscados até. Se não se pode levantar questões porque é vitimar os pés rapados do crime, que não se levantem questões sobre os pés rapados da ordem, para não vitima-los também. Mas em Democracia levantam-se questões, separaram-se e fiscaliza-se. Sobretudo no que toca à aplicação de violência - física, psíquica, geográfica...

Quarto: Sabes o que é levares com pedras (por nada) cada vez que vais cumprir o teu trabalho e o teu dever e depois dizerem que tu és racista, fascista e não sei mais o quê, quando reages passadas varios acontecimentos humilhantes semelhantes, isto tudo pela merda de um salário que mal dá para te por comida na mesa e no fim o coitadinho é o burro que ficou a chorar por lhe terem mandado as cenas ao chão? Desculpem mas não há razoabilidade, aqui, nem da forma como estão a discutir isto. Eu percebo que seja foda ter a porta rebentada e não encontrarem nada, mas há pistas, há chibos, há suspeitas e onde há fumo há fogo. Ai ou aqui não há santos nem em lado nenhum, acontece que ai deram-se para vivos e levaram com barra meia pesada.

re a quarto: Muda de emprego então!É simples! Sabes o que é não teres profissão de risco nenhum e num dia normal sentires os ossos a estalar à porrada por uma razão tão absurda como a cor da tua pele?sabes o que é reparares que a polícia não foi lá ter e estava lá?Mas já serviu para te humilhar e pedir o BI, coisa que não fazia aos teus colegas brancos?Já viste que faz a polícia em dias a seguir ao PNR nas estações do comboio do Rossio?Queres mesmo levar isto para um plano pessoal? Responde-me o que escuta um negro em portugal quando é fechado durante um fim-de-semana de porrada , o que escuta ele a sair da boca da polícia? Não me digas que alguém se admira por chamarem racistas aos polícias.

Resposta simples a : "É Agosto, porque é que não dão férias à droga, ou tão com medo que ela acabe? ". Quer esta pessoa dizer que não há droga fora dos bairros, que todos os moradores destes bairros são traficantes, que não há traficantes em bairros pobres maioritariamente brancos? Ou atreve-se a dizer que não há elementos da extrema-direita traficantes, assim como polícias traficantes? O tráfico combate-se melhor nos Iates e aeroportos, antes da coisa entrar no país. Não? Reforçando a questão, não existem mais bairros em Portugal para além destes em que os moradores são de ascendência africana? Ou esses não servem para o mês de Agosto?

o quê? AHAHAHHAHAHAHAH Deixem a droga é para todos aqueles que estão a compactuar com abusos a uma autoridade e com auto-discriminações e racismos absurdos e que tentam fazer tempestade enquanto justificam actos injustificáveis e operações que já há muito se ansiavam. Em suma, todos aqueles que escrevem artigos extremistas como estes, sem sequer fazerem o que pregam que é serem assertivos naquilo que dizem.
(parte um)

Porra como é que alguém (tu) consegue(s) a partir de um comentário até irónico e, que na verdade, é de certa forma uma figura de estilo, inventar uma teoria do coitadinho do camano a falar de coisas obvias, palha, desculpa é porque traficantes pretos brancos ou amarelos há muitos e toda a gente sabe, acho que neste momento não haverá um urso que imagine que só pretos é que traficam sabendo bem que os maiores traficantes são da américa do sul e dos governos (como aquele caso do camião militar que tava cheio dela em Espanha e que a rede era toda militar), espero que te tenha esclarecido o sentido do comentário.
(parte 2)

este deixem passar assim como a parte um, não sejam facistas

Isso é tudo muito bonito, mas gostaria de saber se as pessoas que vivem nesses bairros são tão inocentes, porque é que a Políciaa é recebida com arremeço de pedras, garrafs, bicicletas, cadeiras, etc??? Se são tão desfavorecidas então porque é que existe tanto tráfico de droga, tantas armas (brancas e de fogo), tanta criminalidade (roubos), pois se fossem bons cidadãos (sei bem que lá existem pessoas de bem, não criminosas) não eram coniventes com essas atitudes e não dificultavam o trabalho da Polícia e dificultariam sim o dos ciminosos não os encobrindo, nem os enaltecendo nem mesmo os encitivando. Para o Mamadou Ba gostaria de saber o que ele tem a dizer dos criminosos que existem nesses bairros? Também são vitimas??? A Polícia deve ser assim tão má pois, quande se está em apuros é a ela (Polícia) que recorremos, pelo menos as pessoas que conheço é assim que se fazemos....

E só mais uma coisa, eu fiquei ainda mais a favor da policia, quando vi uma "vitima" que apareceu na tv generalista a fazer-se de coitadinho, injustiçado e prejudicado, quando o filho da mãe já tem cadastro e já foi apanhado a roubar no dolce vita e a dar uma geral (mais que uma vez) no departamento das bebidas do jumbo. Pá este caso desta vez, vocês não têm razão SOS racismo, todo este alarido em volta deste assunto não passa de um extremismo ridiculo e desnecessário que chega a descridibilizar a vossa instituição que é de todo necessária, mas não neste caso.

E já agora a politica de comentários deste blog é o Cumulo da ironia, um site de esquerda onde os comentários se aprovam conforme os gostos, estilo lápiz azul na mão de um fascista. Porque é que não deixam os comentários abertos à discussão democrática e livre? Realmente uma ironia em plena era democrática onde um blog intitulado de "esquerda" modera/seleciona os comentários a aprovar, BOA (ditos) DEFENSORES MÁXIMOS DA DEMOCRACIA.

Claro que nos bairros em causa há traficantes, pois se os há em muitos bairros finos e até dos habitados por elementos da policia, como julgo que "joe"(?)o é tabem ( refiro-me à policia ). Mas ainda que admitindo que a achega de tal corajoso anónimo era bem intencionada, basta lê-la para se ver onde quer chegar. Boas férias e um mês proeveitoso.Fernando Baeta Neves (Ah é verdade, "joe" que peça aos seus colegas que escrevam igualmente, pois dão mesmo gozo ou treinem mais e melhor, pois assassinar miudos de 18 anos desarmados não será a melhor politica deRP ).

Caro Sr. Mamadou, defender vitimas de racismo parece-me louvável, mas a sua defesa a criminosos, deixa uma imagem de à margem da lei à sua organização. As viaturas que se encontram estacionadas às portas de muitos edifícios dos bairros que mencionou,não se ganham com trabalho honesto, escravo e com salário baixo. Quem assim vive, merece o respeito da sociedade honesta e não merece de todo que os seus filhos convivam com traficantes de droga, armas,etc.
Para que isso não aconteça, os polícias sujeitam-se a ser agredidos e baleados em defesa desses cidadão honestos.
Lembro-lhe, para terminar os dois agentes policiais brutalmente assassinados no Bairro de Santa Filomena, no ano de 2005 quando tentavam proceder à captura e detenção de um criminoso perigoso que ameaçava a segurança dos cidadãos honestos que habitavam no referido bairro. Pode-se dizer que deram a vida pela segurança dos habitantes do bairro. É ISTO RACISMO?!
Pior que racismo é defender o crime!
Paulo André

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