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Catarina desafia governo a concretizar investimento na reabilitação de habitação pública

Catarina Martins esteve com os moradores do bairro de Gondar, em Guimarães, onde deixou críticas ao atraso do governo em concretizar o plano de investimento no parque público de habitação.
Catarina Martins e Wladimir Brito no bairro de Gondar, em Guimarães.

Acompanhada pelos dirigentes da associação de moradores, do deputado Pedro Soares e do candidato do Bloco à Câmara, Wladimir Brito, a coordenadora do Bloco lembrou esta terça-feira que foi neste bairro de Guimarães “que nasceu o movimento que fez mostrar a injustiça imensa do que era a lei das rendas de Assunção Cristas e o seu regime da renda apoiada”.

Os moradores de Gondar, cujas casas pertencem ao Estado, através do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU), queixam-se de abandono por parte do senhorio público. “Este é um prédio construído pelo Estado e não há obras desde que foi construído, há partes que nem sequer foram acabadas. Aqui há a degradação das habitações, há mais de 30 anos sem obras e problemas estruturais como existir ainda amianto”, exemplificou Catarina Martins.

“No âmbito do trabalho que fizemos com o governo sobre as questões da habitação, que permitiram já alterar as regras da renda apoiada, protegendo um pouco mais as famílias, foi decidido que a prioridade tinha de ser reabilitar o parque público de habitação”, prosseguiu a coordenadora do Bloco, acrescentando que o governo se comprometeu a criar um fundo para essa reabilitação.

“É preciso passar das palavras aos atos. Este é o momento para existirem os fundos para se fazerem essas obras, pois estas pessoas não podem esperar mais”, defendeu Catarina, sublinhando ainda que “o IHRU não se pode comportar assim com os moradores: Estas pessoas pagam todos os meses a renda da casa ao IHRU, e não é pequena. Não se permitiria a nenhum proprietário o que o Estado está a fazer com quem aqui vive”.

O atraso na concretização do investimento prometido só faz aumentar as razões de queixa da população, referiu a coordenadora bloquista: “O governo tem ligado este debate ao da descentralização. Mas o debate da descentralização está lento e não percebo que as pessoas que moram aqui e pagam a renda todos os meses tenham de esperar pelo debate da descentralização. De desculpas estão elas fartas há tantos anos. Se o governo diz que quer fazer este investimento, o que é preciso é que o concretize”, concluiu Catarina Martins.

Candidatura a sede de agência europeia: "Olhem para as outras cidades”, sugere Catarina

Questionada pelos jornalistas sobre a escolha de uma cidade portuguesa para se candidatar a sede da Agência Europeia do Medicamento, Catarina lembrou que “na maior parte dos países europeus, as agências são distribuídas pelas cidades e não necessariamente pelas capitais”.

“Portugal é um país centralista demais, Precisamos de olhar para as coisas pensando o desenvolvimento do território e as competências que há em todo o país e não só em Lisboa”, prosseguiu a coordenadora do Bloco, considerando ser “perigoso o argumento de dizer que uma agência deve ficar num sítio porque esse sítio já tem duas ou três coisas. Isso significa que, em última análise, tudo ficará concentrado nos mesmos sítios”.

“Julgo que se devia decidir que Lisboa não era a melhor opção e depois olhar para as outras cidades do país que estão em condições de o fazer, seguindo o exemplo dos outros países que quiseram incentivar uma melhor distribuição no território do investimento, do conhecimento, do emprego e etc”, sugeriu Catarina.

 

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