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Estádio de futebol da Real Sociedad no jogo contra a equipa Alaves. Todo o estádio empunhava cartazes contra a reabertura da central nuclear da Garoña.

Milhares manifestam-se no País Basco pelo encerramento da central de Garoña

Milhares de pessoas manifestaram-se este sábado em Vitoria, no País Basco, para exigir o desmantelamento da central nuclear de Garoña. Esta central foi programada em 1971, quando foi previsto que tivesse um tempo de vida útil de 40 anos. Funcionou até 2012 e agora a empresa que a detém, a Nuclenos, quer reabri-la. O Conselho de Segurança Nuclear deu um aval positivo à reabertura, desde que sofra pequenas melhorias.

A central é designada pelos peritos como sendo a "irmã gémea" de Fukushima em termos de construção, e, efetivamente, a população do País Basco teme que esta central tenha o mesmo destino que a japonesa. Os protestos da população foram transpostos para o estádio de futebol do Real Sociedad, e, no jogo contra a equipa Alaves, todo o estádio empunhava cartazes contra a reabertura da central nuclear.

Secretário de Estado da Saúde e presidente da "Raríssimas" demitem-se

12 de Dezembro 2017

Manuel Delgado apresentou esta terça-feira o seu pedido de exoneração ao primeiro-ministro. António Costa aceitou a demissão e nomeou para o seu lugar Rosa Matos Zorrinho, que ocupava o cargo de presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo

A presidente da IPSS “Raríssimas”, Paula Brito da Costa, também apresentou o seu pedido de demissão. Ao jornal Expresso disse: “Tenho de sair. Esta é uma cabala muito bem montada"

Raríssimas: Reportagem da TVI levanta suspeitas de desvio de fundos e gestão abusiva

“Denúncias feitas sobre a Raríssimas são preocupantes e devem ser investigadas”

12 de Dezembro 2017

Numa nota enviada à comunicação social, Bloco recorda que “considerou sempre que o Estado deve assumir a responsabilidade pela proteção das populações mais vulneráveis, garantindo o necessário investimento em serviços públicos e recusando entregar ao privado responsabilidades que devem ser públicas”.

Os bloquistas sublinham ainda que “as denúncias feitas nos últimos dias sobre a Raríssimas são preocupantes e devem ser investigadas pelas autoridades competentes”.

“Em julho deste ano foi aprovado na Assembleia da República um requerimento do Bloco de Esquerda para ouvir a Secretária de Estado da Segurança Social e os responsáveis da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade, União de Misericórdias e União das Mutualidades, com vista a esclarecer a fiscalização do cumprimento de Acordos de Cooperação e a garantia de que as respostas financiadas pelo Estado e prestadas pelas IPSS respeitam critérios de qualidade. Esta audição não se realizou até ao momento, pelo que o Bloco insistirá na sua marcação”, garante o partido.

Vieira da Silva anuncia “inspeção urgente” à Raríssimas

11 de Dezembro 2017

O ministro do Trabalho Solidariedade e Segurança Social anunciou esta segunda-feira que a Inspeção-Geral do Ministério irá proceder nos próximos dias a uma inspeção global da associação envolta em polémica sobre uso indevido de dinheiro por parte da sua presidente. Vieira da Silva, que fez parte da Assembleia Geral da instituição entre 2013 e 2015, disse que o fez por “compromisso cívico” e sem receber qualquer contrapartida financeira. O ministro afirmou ainda que não teve informações acerca de uma eventual gestão danosa naquela instituição de apoio as famílias e portadores de doenças raras.

Solidariedade em Lisboa contra criminalização do aborto no Brasil

10 de Dezembro 2017

A solidariedade contra a Proposta de Emenda Constitucional 181 (PEC181), que criminaliza o aborto no Brasil em qualquer situação, passou por uma concentração na baixa de Lisboa ao início da tarde deste domingo. O movimento feminista Por Todas Nós e a Casa do Brasil convocaram este ato público para o Dia Internacional dos Direitos Humanos. O protesto surge na sequência da condenação internacional por parte de várias instituições das Nações Unidas da proposta agora em debate no Congresso brasileiro.

DGS: Aborto realizado a pedido da mulher caiu 3.8% em 2016

8 de Dezembro 2017

Os dados divulgados pela Direção Geral de Saúde indicam que em 2016 foram feitas 15.416 interrupções voluntárias da gravidez a pedido da mulher, menos 457 do que em 2015. Os números confirmam a tendência de diminuição do recurso à IVG por parte das mulheres em Portugal desde a legalização aprovada em referendo. Entre 2005 e 2015, o número de abortos a pedido da mulher caiu 14.4% e “tem-se situado sempre abaixo da média europeia”, diz o relatório da DGS. O número de abortos calculado na população portuguesa antes da legalização era de cerca de 20 mil por ano, uma fasquia que nunca foi ultrapassada desde 2007. No ano passado, 94.5% das mulheres que requereram acesso à IVG escolheram em seguida um método de contraceção. Pela primeira vez, o número de mulheres trabalhadoras não qualificadas a recorrer à IVG ultrapassou no ano passado o das mulheres desempregadas. Quase um quarto das IVG foram feitas por jovens entre os 20 e os 24 anos.

Xutos & Pontapés na Assembleia da República em homenagem a Zé Pedro

7 de Dezembro 2017

Os elementos da banda Xutos & Pontapés estiveram esta quinta-feira na Assembleia da República para assistir à apresentação do voto de pesar pelo falecimento de Zé Pedro e cumprir um minuto de silêncio. A iniciativa foi aprovada por unanimidade.

O voto de pesar apresentado pelo Presidente da Assembleia da República evoca Zé Pedro como “um dos ícones da cultura popular contemporânea”. Zé Pedro “foi um músico, um divulgador de músicas e de músicos, apaixonado pela vida e com uma curiosidade insaciável sobre os movimentos do mundo e as novas tendências pop e rock”, lê-se no documento.

“Era um homem de qualidades invulgares, com uma generosidade contagiante. Um símbolo de uma geração que se transformou numa referência de todas as gerações. ‘Para sempre’”, acrescenta a missiva.

Chomsky junta-se a deputados britânicos contra “julgamento fantoche” na Turquia

6 de Dezembro 2017

Numa carta aberta, o linguista norte-americano junta-se a vários políticos e intelectuais britânicos na denúncia dos “julgamentos fantoche” aos deputados e líderes da oposição pró-curda na Turquia. A carta publicada no Guardian diz que “é a democracia que vai a julgamento” esta semana na Turquia, com os líderes e deputados do partido HDP a enfrentarem acusações infundadas de terrorismo. “As acusações a Demirtaş and Yüksekdağ não passam de um julgamento fantoche”, diz a carta subscrita por vários deputados trabalhistas, sindicalistas e ativistas pela paz e pelos direitos humanos.

 

Atividade da Uber declarada ilegal em Portugal

5 de Dezembro 2017

A sentença do Tribunal da Relação de Lisboa data de 24 de novembro, mas foi apenas divulgada esta terça-feira pelo Jornal de Notícias. Segundo o jornal, o tribunal considera que esta plataforma norte-americana de transporte privado opera de forma ilegal em Portugal.

Recorde-se que, em abril de 2015, um tribunal de primeira instância já tinha declarado ilegal a atividade deste multinacional, decretando que esta deveria pagar 10 mil euros por cada dia que continuasse a operar no país de forma irregular.

Contudo, a Uber optou por recorrer da decisão, que, sabe-se hoje, acabou confirmada em segunda instância.

Agressões a jovens da Cova da Moura senta 17 polícias da esquadra de Alfragide no banco dos réus

5 de Dezembro 2017

O Tribunal de Sintra vai levar a julgamento 17 dos 18 agentes da Polícia de Segurança Pública (PSP) acusados de agredir jovens da Cova da Moura, no concelho da Amadora, a 5 de fevereiro de 2015.

Em causa no julgamento destes agentes da PSP estão os crimes de denúncia caluniosa, injúria, ofensa à integridade física e falsidade de testemunho, falsificação de documento, sequestro agravado, tortura e outros tratamentos cruéis, degradantes e desumanos.

Fora do julgamento fica apenas a subcomissária da esquerda, Ana Hipólito, que alegou não se encontrar na esquadra de Alfragide, à data dos acontecimentos.

Mário Centeno eleito presidente do Eurogrupo

4 de Dezembro 2017

O Conselho da União Europeia anunciou esta segunda-feira que o ministro das Finanças português foi eleito presidente do Eurogrupo, tendo derrotado o candidato luxemburguês Pierre Gramegna na segunda volta da votação realizada em Bruxelas.

O eslovaco Peter Kazimir e a letã Dana Reizniece-Ozola ficaram-se pela primeira volta do escrutínio.

“Tivemos quatro candidatos excelentes”, afirmou Jeroen Dijsselbloem, numa conferência de imprensa minutos após a votação. “Depois de duas rondas, Mário Centeno foi escolhido”, sinalizou, desejando felicidades no cargo a Centeno.


 

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