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Silencioso quando nasceu, silencioso na vida, silencioso quando morreu, mais silencioso ainda foi o seu enterro. Mas no outro mundo foi diferente. Ali a morte de Bontsha foi uma sensação. O som da trombeta messiânica ecoou pelos sete céus, anunciando: Bontsha, o Silencioso, morreu!

...Em consequência dos factos anunciados acima, o signatário pede humildemente autorização ao chefe de Estado para passar unicamente sobre o passeio do lado direito da Grand-Rue.

"Quando pela primeira vez o fantasma ficou na luz de perigo", prosseguiu, pondo o cabelo preto atrás da cabeça, e movendo as mãos de um lado a outro das têmporas, febrilmente tenso, "por que não me contou onde aconteceria o acidente, se fosse mesmo acontecer? Talvez isso pudesse ter evitado a catástrofe"

– Quer dizer que eu roubei as nozes que nem eram minhas? Então não é meu o que cai na minha propriedade, em cima das minhas batatas? Quer dizer que eu sou um ladrão?

– Se queria fazer um brinde, porque não brindou à liberdade constitucional, aos exércitos do Danúbio ou à liberdade de imprensa, ou algum brinde semelhante?

– Mas, meu senhor. Num mês aqui eu não poderia ter aprendido isso tudo.

– Mestre Janos, prenda este homem!

Considerou Beauregard que, se a afeição dela só dependia de tal condição, não convinha desobedecer-lhe. Por isso limitou-se a dizer:

– Como últimas palavras que hei de vos dirigir, declaro que nunca mais falarei sem que mo ordeneis.

– Ó, fiéis! Vós sabeis sobre o que é que eu vos vou falar?

– Não, não sabemos – responderam eles, em coro.

– Já que não o sabem, não poderei dizer-vos nada. Gente ignorante, é isso que todos são.

Que linda moça! Que brilho nos seus olhos! Mas Muirland estava impressionado com o estranho clarão que emanava desses mesmos olhares. Aproximou-se. Coisa estranha! A sua mulher, pelo menos foi o que pensou, não tinha pálpebras.

Todos aqueles príncipes do Inferno estavam de acordo em que era necessário descobrir a verdade. Decidiram mandar um deles ao mundo, para ali pessoalmente a conhecerem, sob a forma humana.

"Amigo", disse ele obstinadamente, "estou decidido. Não dou um passo adiante nessa perversão."

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O crescimento da economia e o crescimento significativo do emprego não tem sido uma garantia de crescimento dos salários.

O eco da luta também se faz entre os trabalhadores. Se antes tinham dúvidas, a justiça das reivindicações trouxe à greve uma maior adesão de trabalhadores, principalmente entre os trabalhadores de superfície.

A paz não se faz com a preparação para a guerra. A via do militarismo será mais uma pedrada na ideia de um projeto europeu de cooperação e solidariedade.

É ponto assente que, na próxima reunião da Comissão Bilateral, discutir-se-á a possibilidade das Lajes continuarem a participar, no cenário de guerra mundial.

Se desconfiamos dos líderes da tecnologia que pensam o futuro próximo, como podemos resignar-nos com líderes políticos que esquecem o passado recente?

Faz esta quinta-feira 45 anos desde a morte de Ribeiro dos Santos, estudante assassinado pela PIDE em 1972. O Esquerda.net republica o dossier que lhe é dedicado com textos de Carlos Santos, Aurora Rodrigues, Jorge Costa, Renato Soeiro, Alberto Matos, José Manuel Lopes Cordeiro, e a entrevista a Raimundo Santos.  

Violeta Parra

No centenário do nascimento de Violeta Parra, o Esquerda.net procura dar a conhecer a vida e a obra musical daquela que é um símbolo maior da música popular do Chile. Dossier organizado por Ana Cansado.

Entre 18 de abril e 11 de maio de 1964, esteve no Museu do Louvre uma exposição das suas pinturas, óleos, serapilheiras e esculturas em arame, tendo sido a primeira artista latino-americana a ter uma exposição individual nesse espaço

A sua irreverência, a sua liberdade, a sua defesa apaixonada dos direitos dos setores mais negligenciados tornaram-na uma referência no Chile e no Mundo. Artigo de Ana Cansado.

“Frequentemente comparo o que significou Violeta Parra na sociedade chilena com José Afonso na sociedade portuguesa”

Violeta com a sua militância por vezes crítica e autónoma em relação ao seu partido, o Partido Comunista do Chile, foi uma lutadora incessante ao longo da sua vida contra todo o tipo de injustiças. Artigo de Roberto Santandreu

Violeta Parra em ato político da revista El Siglo, 1948 – Foto de fundacionvioletaparra.org

Violeta Parra artista universal também foi uma poderosa inspiradora das pessoas feministas. Artigo de Manuela Góis