Está aqui

Biblioteca

Silencioso quando nasceu, silencioso na vida, silencioso quando morreu, mais silencioso ainda foi o seu enterro. Mas no outro mundo foi diferente. Ali a morte de Bontsha foi uma sensação. O som da trombeta messiânica ecoou pelos sete céus, anunciando: Bontsha, o Silencioso, morreu!

...Em consequência dos factos anunciados acima, o signatário pede humildemente autorização ao chefe de Estado para passar unicamente sobre o passeio do lado direito da Grand-Rue.

"Quando pela primeira vez o fantasma ficou na luz de perigo", prosseguiu, pondo o cabelo preto atrás da cabeça, e movendo as mãos de um lado a outro das têmporas, febrilmente tenso, "por que não me contou onde aconteceria o acidente, se fosse mesmo acontecer? Talvez isso pudesse ter evitado a catástrofe"

– Quer dizer que eu roubei as nozes que nem eram minhas? Então não é meu o que cai na minha propriedade, em cima das minhas batatas? Quer dizer que eu sou um ladrão?

– Se queria fazer um brinde, porque não brindou à liberdade constitucional, aos exércitos do Danúbio ou à liberdade de imprensa, ou algum brinde semelhante?

– Mas, meu senhor. Num mês aqui eu não poderia ter aprendido isso tudo.

– Mestre Janos, prenda este homem!

Considerou Beauregard que, se a afeição dela só dependia de tal condição, não convinha desobedecer-lhe. Por isso limitou-se a dizer:

– Como últimas palavras que hei de vos dirigir, declaro que nunca mais falarei sem que mo ordeneis.

– Ó, fiéis! Vós sabeis sobre o que é que eu vos vou falar?

– Não, não sabemos – responderam eles, em coro.

– Já que não o sabem, não poderei dizer-vos nada. Gente ignorante, é isso que todos são.

Que linda moça! Que brilho nos seus olhos! Mas Muirland estava impressionado com o estranho clarão que emanava desses mesmos olhares. Aproximou-se. Coisa estranha! A sua mulher, pelo menos foi o que pensou, não tinha pálpebras.

Todos aqueles príncipes do Inferno estavam de acordo em que era necessário descobrir a verdade. Decidiram mandar um deles ao mundo, para ali pessoalmente a conhecerem, sob a forma humana.

"Amigo", disse ele obstinadamente, "estou decidido. Não dou um passo adiante nessa perversão."

Páginas

Durante doze anos governou o Porto com mão-de-ferro, autoritarismo e preconceito. Agora que vai liderar o PSD, almejando a um lugar no governo, vale a pena lembrar o mal que Rui Rio fez ao Porto e agora quer fazer ao país.

Queremos que Lisboa seja uma cidade aberta para quem é de cá, uma cidade que não expulsa os seus e, aí, o executivo camarário tem um papel essencial.

Terá, o senhor Secretário Regional do Mar, Ciência e Tecnologia, noção do desconforto de cerca de 200 trabalhadores saberem que a empresa que os vai despedir receberá milhões em apoios públicos?

Importa perceber como chegámos aqui, como é que a precariedade se tornou o maior lastro da recuperação económica.

O SNS é a humanização do Estado nas condições de trabalho dos seus trabalhadores e na resposta aos cidadãos, naquilo que neles, como pessoas que são, é mais intrinsecamente humano e humanizante, a sua saúde, a sua vida.

Temos três aspectos fundamentais a considerar quando nos referimos às instituições de ensino superior (IES): autonomia, participação e financiamento. Em que medida a legislação tem respeitado a Constituição da República Portuguesa? Por Ernesto Costa.

Mesmo se tudo parece conspirar contra nós, não podemos abdicar deste sonho: um outro mundo possível a partir de uma outra academia possível. Por Catarina Isabel Martins.

As políticas científicas de reforço das qualificações para o sistema científico e tecnológico nacional (SCTN), iniciadas há algumas décadas, foram sem dúvida importantes para o país e o impacto que as mesmas tiveram para a ciência que se produz em Portugal é inegável. Mas a que custo? Por Ana Rita Petronilho.

Perguntar “Que financiamento?” é verdadeiramente perguntar “Que ensino superior queremos para o país?” “Que espécie de universidades e politécnicos queremos para o país?”, mesmo “Que espécie de país queremos?” Por André Barata.

No passado dia 3 de dezembro, o Bloco promoveu o “Encontro Nacional do Ensino Superior e da Ciência - Em Defesa do Conhecimento”. Em discussão estiveram temas centrais para construir uma alternativa à lógica que impera hoje e governa o setor como se de um mercado se tratasse. Neste dossier, publicamos algumas das apresentações deste encontro.