
Ontem, entre a multidão do bulevar, percebi que alguém me tocava no braço. Adivinhei logo. Era aquele ser misterioso que eu sempre desejara conhecer.
Charles Baudelaire (1821-1867) foi um poeta francês, autor das Flores do Mal, poemas por vezes estranhos, complicados, mas sempre impregnados de uma forma sonora e de forte condensação de pensamento. Foi também o revelador e tradutor de Edgar Poe em França.
Graças a Baudelaire, a obra de Edgar Poe suscitou grande entusiasmo, pois essas histórias possuíam um sabor novo, difundindo o gosto pelo fantástico, pelo irreal. Os demónios não se limitavam a aparecer em sonhos, mas metiam as suas garras na própria carne, tal como o Corvo enterrava o seu bico adunco no coração do Amante.
Sob tal influência, BaudeIaire não poderia deixar de dedicar-se àquele género. como atestam alguns títulos: O Sonho Premonitor, Os Ensinamentos do Monstro e O Mundo Submarino. Os seus contos, mais condensados que os de Poe, conseguem obter os mais intensos efeitos.
Comentários
Caro Filipe,
Obrigado pelas correcções. A pressa, e os correctores ortográficos automáticos, no caso do absurdo Põe, são inimigos da perfeição...
Bom dia,
abaixo submeto as minhas sugestões:
1) "Edgar Allan Poe" em vez de "Edgar Põe"
2) "Demónios" em vez de "Demônios" (o acordo ortográfico não vai tão longe)
3) "o gosto pelo fantástico" em vez de "o gosto pela fantástico"
4) "Graças a Baudelaire, a obra" em vez de "Graças a Baudelaire. a obra"
5) "Os seus contos, mais condensados" em vez de "Os seus contos. mais condensados"
Perdoem se pareço arrogante, não é a minha intenção, mas tenho gosto na esquerda.net.
Desde já agradecido, muitos cumprimentos,
Filipe Melo
Submeter um novo comentário