Robert Fisk

Robert Fisk

Jornalista inglês, correspondente do jornal “The Independent” no Médio Oriente. Vive em Beirute, há mais de 30 anos

Parece que enlouqueceu, anunciaram jornalistas. Será? Querem que acreditemos nisso? Claro, se estivesse completamente louco, o nosso sargento teria matado 16 companheiros seus norte-americanos. Teria assassinado os seus camaradas e depois ateado fogo aos corpos. Mas ele não matou norte-americanos; escolheu matar afegãos. Houve uma escolha. Por que, então, matou afegãos? Robert Fisk diz que há uma pista interessante que não apareceu nos noticiários.

Escrevendo da região que produz a maior quantidade de clichés por palmo quadrado em todo o mundo - o Médio Oriente -, talvez eu devesse fazer uma pausa e respirar fundo antes de dizer que jamais li tal quantidade de lixo, de tão completo e absoluto lixo, como o que tenho lido ultimamente, sobre a crise financeira mundial. Por Robert Fisk

Os palestinianos não conseguirão o seu estado esta semana. Mas os palestinianos provarão – se obtiverem votos suficientes na Assembleia Geral e se Mahmoud Abbas não sucumbir à sua subserviência característica ante o poder de EUA-Israel – que já fizeram por merecer ser estado. Artigo publicadona redecastorphoto.

É preciso que haja movimento de trabalhadores e sindicatos organizados para que as revoluções no Médio Oriente sejam bem-sucedidas? Mahallah é cidade feia, suja, triste – mas o seu lugar na história aumenta ano após ano.

Este vosso correspondente para o Médio Oriente não está a prometer nada, talvez, talvez, nada é garantido, mas é possível que esteja próximo – e como detesto esse cliché –, para a Síria, o ponto de não-retorno.

No mundo estéril dos Murdochs, a nova tecnologia foi usada para roubar do povo a privacidade e a liberdade para falar. No mundo árabe, potentados ainda sobreviventes jamais tiveram problemas para nomear primeiros-ministros servis. Quem não arrisca não petisca. Artigo publicado na Rede Castor.

A Turquia e o Qatar começaram a demonstrar uma apaixonada irritação contra o regime sírio de Bashar al Assad. Artigo publicado na Página/12 e Carta Maior.

O que significa o silêncio dos EUA, da Inglaterra e aliados sobre o Bahrein? Que absurdo é esse? Bem, eu vou lhes dizer. Não tem nada a ver com o Bahrein ou com a família al-Khalifa. Tem tudo a ver com o nosso medo da Arábia Saudita. 

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O Irão falou por muitos árabes quando disse que a morte de Bin Laden tirou ao Ocidente a razão de ter tropas na região.

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A televisão síria não exibiu um único civil dos talvez 320 mortos em mais de um mês. Mas se os soldados mortos foram vítimas de vingança dos que perderam os entes queridos às mãos da polícia secreta, isso significa que a oposição está disposta a usar a força.