Catarina Martins reuniu com a Comissão de Trabalhadores da Base das Lajes e quer esclarecimentos de Paulo Portas e Aguiar Branco sobre o estado das negociações. "Os americanos devem sair, mas devem assumir as suas responsabilidades sociais económicas e ambientais na ilha Terceira", defendeu a coordenadora bloquista, que também quer ver alargado à SATA o acordo alcançado na TAP.

Sampaio da Nóvoa reagiu em comunicado ao despacho de congelamento das despesas da administração pública, assinado por Vítor Gaspar. "É assim que se resolvem os problemas de Portugal?", pergunta o reitor da Universidade de Lisboa. 

O despacho do ministro das Finanças a congelar as despesas do Estado vai "paralisar a administração pública", afirmou o líder parlamentar bloquista. Pedro Filipe Soares diz que Vítor Gaspar falhou e é hoje um ministro a quem "falta autoridade para tanto autoritarismo".

Os representantes da troika em Portugal são "sádicos" a quem foi dada "licença para continuar a provocar dor". Quem o diz é o Nobel da Economia, Paul Krugman, para quem a queda dos juros da dívida não tem nenhuma ligação com as medidas de austeridade, mas com a intervenção do Banco Central Europeu.

O ministro das Finanças assinou um despacho, esta segunda-feira, congelando todas as despesas do Estado. Com excepção dos gastos com pessoal, custas judiciais e contratos em execução, a ordem é para não despender um cêntimo. Governo responsabiliza, mais uma vez, o Tribunal Constitucional por uma medida que vai ter sérias implicações para os fornecedores do Estado.

A Mesa Nacional do Bloco de Esquerda reafirma que a demissão do Governo é o centro da luta política e social e aprovou um Programa de Emergência Social para responder aos contornos de crise humanitária que a situação económica está a ter em vastos setores. Na resolução aprovada, o Bloco declara Solidariedade com Chipre e recusa sacrifícios para resgatar bancos.

A mesa do Bloco de Esquerda saudou a decisão do Tribunal Constitucional (TC) e lembrou que o Bloco “iniciou em 2011 um processo de enfrentamento político contra os ataques à Constituição a partir das opções orçamentais do Governo”. A coordenadora do Bloco lembrou, neste domingo, que não foi o TC que criou a crise e salientou que a decisão do TC em nada fragiliza a situação de Portugal face às entidades internacionais.

O "pai do Serviço Nacional de Saúde", António Arnaut, apelou à "revolta cívica e democrática", porque o país já está "ligado ao ventilador" e o povo não aguenta mais. O ex-ministro da Saúde classificou o primeiro-ministro, Passos Coelho, de "insensível, incompetente e insensato".

Conhecido o chumbo de quatro medidas do Orçamento de Estado pelo Tribunal Constitucional, os credores internacionais subiram o tom da chantagem sobre Portugal, exigindo mais austeridade. Wolfgang Schäuble, ministro das Finanças alemão, exige novas medidas. Troika anuncia visita intercalar, imprevista, a Portugal. Bruxelas avisa que sem cumprimento do memorando não há dinheiro.

Congresso Democrático das Alternativas acusa Governo de ter reagido de forma “hipócrita e cobarde, utilizando a declaração de inconstitucionalidade de quatro normas do Orçamento de Estado para procurar iludir o falhanço da estratégia até aqui seguida e como desculpa para anunciar um ataque sem precedentes e há muito planeado ao Estado Social em Portugal”.

A crise política “passou” pelo Parlamento. Uma crise tridimensional: um governo isolado, como ficou claro no debate da moção de censura, com o CDS a cumprir os serviços mínimos e o PS a bater com a porta; um governo em decomposição, cujo último rombo foi a demissão forçada de Miguel Relvas; e, finalmente, um governo fora da lei, reincidente no ataque à Constituição, com um segundo orçamento declarado inconstitucional.

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“Tentar fazer parecer agora que o programa de sempre do Governo de corte nas funções sociais do Estado e de despedimentos na Função Pública é culpa do Tribunal Constitucional é uma mentira colossal que está aos olhos de todos”, afirmou a coordenadora do Bloco de Esquerda durante a conferência de imprensa que teve lugar este domingo.

Pedro Passos Coelho voltou a enfatizar que o Governo não concorda com a interpretação do Tribunal Constitucional no que respeita à declaração de inconstitucionalidade de algumas normas do OE’2013 e anuncia que o executivo do PSD/CDS-PP irá implementar, já este ano, medidas alternativas de “forte contenção da despesa pública” em áreas como a Educação, Saúde, Segurança Social e empresas públicas.

Nos próximos dias 12, 13 e 14 de abril, o Bloco de Esquerda organiza no Porto o Inconformação 2013. Este “espaço de debate, reflexão e formação política alargado” terá lugar na sede do Bloco, na Rua Álvares Cabral, nº 77. A entrada é livre.