A coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, acusou esta terça feira o Governo de ter “uma agenda ideológica fanática de destruição do Estado Social” e de utilizar a dívida “como uma chantagem para impor uma política de empobrecimento ao país”.

A deputada Ana Drago desafiou, esta terça-feira, a maioria de direita a “ser consequente” com as preocupações que expressou este fim de semana e a aprovar um projeto de resolução do Bloco que defende que o dinheiro que sobra do fundo de recapitalização da banca seja utilizado para financiar a economia, através da CGD. Proposta vai a votos na quinta feira.

A economia mundial vai crescer menos do que o esperado, a recessão europeia vai agravar-se e os bancos da periferia da zona euro vão continuar a ser um travão ao crescimento económico. O último relatório do FMI reconhece mesmo que a austeridade vai destruir as economias, embora não apresente nenhuma alternativa à política defendida pelo Fundo.

O Parlamento Europeu debate esta terça-feira, na sessão plenária, o Relatório do Parlamento Europeu que procede à avaliação da atividade do Banco Central Europeu, da autoria da eurodeputada Marisa Matias. Este relatório foi aprovado em janeiro pela Comissão de assuntos Económicos e Monetários, apenas com um voto de diferença, derrotando pela primeira vez a direita e conservadores na avaliação do papel do BCE.

Depois de Fernando Seara, em Lisboa, Luís Filipe Menezes é o segundo candidato do PSD a ver a sua candidatura autárquica recusada pelo tribunal. Juíza diz que, com a interpretação que o PSD faz da lei de limitação de mandatos, “seria possível o exercício vitalício” do cargo de autarca.

Entre os dias 12 e 14 de Abril decorreu, na cidade do Porto, "o espaço de debate, reflexão e formação política alargado - Inconformação 2013". Organizado pelos estudantes do Bloco de Esquerda, a proposta foi simples: convidar aderentes e não aderentes a discutir política. Por Bárbara Silva

O Conselho Editorial do norte-americano New York Times escreve hoje que a "medicina amarga" da austeridade está a matar o doente. Sobre Portugal dizem que "vai provavelmente ter um défice orçamental, este ano, maior que o acordado com a troika (...) porque as políticas nacionais, sem surpresa, causaram uma recessão mais profunda que o previsto".

A troika regressa esta segunda-feira a Portugal para avaliar a execução orçamental e aprovar as novas medidas de austeridade propostas pelo Governo português, na sequência do chumbo do Tribunal Constitucional. Passos Coelho já fez chegar por carta, aos representantes da Comissão Europeia, FMI e Banco Central Europeu, as linhas gerais das intenções do executivo.

A coordenadora do Bloco de Esquerda Catarina Martins defendeu este domingo que a “única carta” que a troika deve receber é a “da despedida”, para devolver a soberania ao país e evitar “mais sete anos” de austeridade e crise.

Perante o acórdão do Tribunal Constitucional, o Governo amuou, Passos Coelho ameaçou, Miguel Relvas demitiu-se mas continuou Ministro, e Vitor Gaspar resolveu vingar-se da administração pública. A semana política fica marcada pela imagem de um Governo embrulhado na crise política e social que semeou.

O presidente da mesa do conselho nacional do CDS-PP, Pires de Lima, declarou à comunicação social, no final da reunião daquele órgão, que espera que a substituição de Miguel Relvas seja apenas o "primeiro ato" de uma remodelação ministerial que dê "outro peso à economia". Para o Bloco de Esquerda "não há nenhuma remodelação que seja capaz de esconder a falência deste Governo".

Em Barcelos, o coordenador do Bloco de Esquerda criticou a devolução dos hospitais públicos às Misericórdias e acusou o Governo de querer criar “uma clientela de gente fiel. O Presidente da Câmara de Barcelos manifestou a disponibilidade do município para poder gerir o hospital local, evitando a entrega à Misericórdia, como quer o Governo.

"O primeiro-ministro ameaça com uma onda despedimentos que aparece na carta [enviada à 'troika'] escondida sobre a forma eufemística de equivalência das condições do código laboral do privado e do setor público", afirmou neste sábado João Semedo. O coordenador do Bloco frisou que Passos Coelho quer “liberalizar” os despedimentos na função pública.

O primeiro-ministro promete à troika voltar a impor os cortes no subsídio de desemprego e de doença chumbados pelo Tribunal Constitucional, fala de “aplicação de uma tabela salarial única” e de “convergência da legislação laboral e dos sistemas de pensões do setor público e privado", e quer cortar 1.200 milhões de euros nas áreas da segurança social, saúde, educação e empresas públicas.