O impasse político persiste em Itália, depois de fracassadas as tentativas de constituição de uma coligação de governo maioritária, o Presidente Giorgio Napolitano avançou com a criação de uma "comissão de sábios" - dívida por dois grupos, um político e outro económico - para gerir a crise política. Os principais partidos italianos já criticam a decisão presidencial. O país continua a ser governado por Mario Monti, que não passou dos 10% nas últimas eleições.

No país mais pobre da União Europeia quatro pessoas imolaram-se pelo fogo nos últimos dias e o número de suicídios sobe em flecha. A crise e as políticas de austeridade, impostas por Bruxelas, são apontadas como razões explicativas do terrível fenómeno. Para Hristo Hinkov, psiquiatra do Centro Nacional de Saúde Pública, "a onda de imolações é um sintoma de desespero social".

O Supremo Tribunal da Índia rejeitou, esta segunda-feira, o registo da patente de um tratamento contra a leucemia solicitado pela Novartis. É um dos mais duros reveses para a indústria farmacêutica mundial, e um precedente que não deixará de ser utilizado por outros países em vias de desenvolvimento que lutam por um acesso mais abrangente de genéricos.

Esta semana passou o 37º aniversário do golpe de Estado que na quarta-feira, 24 de março de 1976, derrubou o governo de Maria Estela Martínez de Perón, figura macabra, e instaurou um tempo de breu e horror que duraria até 1983. Tanto tempo depois, há o que celebrar? Artigo de Eric Nepomuceno, da Carta Maior.

Enquanto impõe políticas de recessão e miséria nos países do Sul da Europa, a Alemanha quer aproveitar o êxodo de 200 mil trabalhadores qualificados desses países, por ano, no próximo período. O resultado do investimento nessas qualificações, pagas pelos contribuintes gregos, espanhóis ou portugueses, irá assim ser transferido em massa para Berlim.

O Banco do Chipre já avisou os depositantes afetados pelo confisco da troika que podem vir a perder 60% dos montantes acima de cem mil euros. O ministro das Finanças alemão diz que o Chipre é um "caso especial" que terá agora de percorrer um caminho "longo e doloroso" para devolver o dinheiro do empréstimo da troika.

As petroditaduras do Golfo financiam cerca de três mil organizações extremistas islâmicas na Tunísia para sabotar a revolução e os efeitos democratizadoras da Primavera Árabe, apurou a delegação da Esquerda Unitária (GUE/NGL) presente no Fórum Social Mundial (FSM) durante uma reunião com a Frente Popular realizada em Túnis. 

Cerca de 20 pessoas foram detidas pela polícia angolana quando se preparavam para participar numa manifestação contra a repressão do Governo. O protesto exigia explicações sobre o desaparecimento de dois ativistas envolvidos nos protestos de militares veteranos em maio de 2012.

Os exercícios militares das tropas sul-coreanas e norte-americanas são vistos como uma provocação pelo novo líder da Coreia do Norte. Kim Jong-un ameaça atacar os dois países e começou por romper o armistício que dura há 60 anos com os vizinhos do Sul da península.

Dirigentes do Partido da Esquerda Europeia reuniram em Atenas para defender que os cipriotas têm o direito de decidir se desejam ou não submeter as imposições da troika a referendo. O PEE acusa a UE de "hipocrisia" no discurso contra a lavagem de dinheiro nos offshores, uma prática criminosa que Bruxelas sempre protegeu.

Preocupado com as comparações com Chipre, ministro dos Negócios Estrangeiros luxemburguês diz que “a Alemanha não tem o direito de decidir sobre o modelo económico de outros países da União Europeia”.

Taxas de juro da dívida do país a dez anos ultrapassaram pela primeira vez na quinta-feira a famosa barreira simbólica dos 7%, contra 6% na terça-feira e 5% na semana passada. Pode ser o primeiro efeito de contágio da crise de Chipre.

Os paraísos fiscais não são segmentos marginais da economia mundial: a sua dimensão demonstra que fazem parte da sua estrutura íntima. Estes pequenos céus fiscais são um componente chave do setor financeiro mundial e das suas operações de rotina.

“Não estamos seguros, ainda mais depois dos rebeldes terem imposto a recolher obrigatório em Bangui. Há tiroteios por todos os lados, o que nos assusta e aos nossos filhos”, disse à IPS Bibi Mengbi, moradora da capital centro-africana. Artigo de Arsène Séverin, da IPS.