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Vereadora acusa Mark Deputter de acabar com Teatro Maria Matos

“Quem acabou com o Teatro Maria Matos foi o Mark Deputter que decidiu demitir-se”, declarou a vereadora da Cultura, Catarina Vaz Pinto, sobre o ex-diretor do Teatro, em resposta às questões colocadas pelo Bloco de Esquerda na Assembleia Municipal de Lisboa.
Catarina Vaz Pinto, Veradora da Cultura da Câmara Municipal de Lisboa. Foto de Inácio Rosa.Catarina Vaz Pinto, Veradora da Cultura da Câmara Municipal de Lisboa. Foto de Inácio Rosa, Lusa.
Catarina Vaz Pinto, veradora da Cultura da Câmara Municipal de Lisboa. Foto de Inácio Rosa, Lusa.

“Quem acabou com o Teatro Maria Matos foi o Mark Deputter que decidiu demitir-se”, declarou a vereadora da Cultura, Catarina Vaz Pinto, sobre o ex-diretor do Teatro, em resposta às questões colocadas pelo Bloco de Esquerda na Assembleia Municipal de Lisboa. 

Na audição pública, dedicada à discussão da petição contra a concessão do teatro, o deputado municipal Tiago Ivo Cruz considerou a decisão de concessionar o Maria Matos “incompatível com dez anos de serviço público do teatro, num trabalho que nunca levantou qualquer dúvida sobre insustentabilidade financeira nem incumprimento do caderno de encargos”.

E criticou a utilização do ex-diretor do Teatro Maria Matos como “passa-culpas”. “Esse argumento é tão absurdo quanto a hipótese de concessionar o Teatro Nacional de São Carlos apenas porque o diretor artístico se demitisse. Os teatros têm uma missão pública estrutural, missão que o Maria Matos cumpriu e, agora, a vereadora decidiu terminar”, prosseguiu. 

Concessão será realizada por contrato de arrendamento

Catarina Vaz Pinto aproveitou a sessão para apresentar à Assembleia Municipal a proposta de concessão que levará a reunião de câmara para aprovação ainda em fevereiro. No documento, intitulado “aprovar as linhas orientadoras relativas à programação artística do Teatro Maria Matos”, é possível ler-se que “o candidato selecionado com base na qualidade do projeto artístico adquirirá o direito a tomar de arrendamento o edifício, assegurando o respetivo funcionamento nos termos do contrato, por um período de cinco anos, renovável em função do resultado da avaliação regular do projeto artístico pela EGEAC e mediante o pagamento de uma renda pré-estipulada”.

Tiago Ivo Cruz questionou o possível “imbróglio jurídico que esta formulação apresenta”, uma vez que “a concessão não será realizada por contrato de concessão mas sim contrato de arrendamento prorrogável mediante avaliação artística, o que é meio caminho andado para o concessionário se recusar a aceitar a avaliação da vereação e colocar a Câmara Municipal de Lisboa em tribunal”. 

"Por todas estas fragilidades, seja do processo político seja da proposta em si", o deputado municipal desafiou a Vereadora a submeter a proposta a votação no plenário da Assembleia Municipal de Lisboa. Em resposta, a vereadora recusou responder a ambas as questões: "não respondo para não me irritar", concluiu. 

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