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Vários milhares de pessoas marcharam em Bruxelas em defesa da democracia na Catalunha

De acordo com a polícia belga, mais de 45 mil pessoas participaram esta quinta-feira na manifestação convocada pela Assembleia Nacional Catalã e pela Òmnium Cultural. A iniciativa contou com a participação de Carles Puigdemont e da secretária-geral da ERC, Marta Rovira.

Sob uma chuva intermitente e com temperaturas a rondar os dois graus, a manifestação "Europe, wake up! Democracy for Catalonia" (Acorda Europa! Democracia para a Catalunha) teve início pelas 11h30 no "Parque do Cinquentenário", nas imediações das sedes da Comissão Europeia e do Conselho Europeu.

Os manifestantes empunharam cartazes a favor da independência da Catalunha e pela libertação dos presos políticos, gritando palavras de ordem como “Europa, Acorda! Ajuda a Catalunha”.

"Europa não deve ter medo de defender valores democráticos fundamentais"

Carles Puigdemont afirmou que “a Europa não deve ter medo de defender valores democráticos fundamentais": "A Catalunha quer continuar como um país democrático e continuaremos a trabalhar pacificamente aqui no coração da Europa", frisou.

No final da sua intervenção, o ex-governante e candidato às eleições de 21 de dezembro deixou uma mensagem ao primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy: "Uma demonstração desta magnitude para defender criminosos? Não. Estas pessoas não vêm às ruas em massa para defender criminosos, são democratas".

A secretária-geral da Esquerda Republicana da Catalunha (ERC), Marta Rovira, falou sobre a importância das eleições de 21 de dezembro: “Se eles ganharem, sabem o que farão? Destruirão o modelo de país que construímos durante anos”.

“Por isso é que no dia 21 temos de comparecer, todos e todas”, frisou, assinalando que está em causa conquistar “um país para todos, mais justo, mais livre e mais digno!".

"A Catalunha é uma sociedade aberta e plural, que integrou durante a sua história pessoas vindas de todo o lado", referiu o vice-presidente da Assembleia Nacional da Catalã (ANC), Agusti Alcoberro.

"A Catalunha tem uma economia altamente produtiva e bem posicionada na Europa e no mundo. Tem também a sua própria língua e a sua própria cultura", acrescentou.

"Defendemos a democracia na Catalunha, mas também a democracia em Espanha e na Europa. Defendemos os valores democráticos da União Europeia. É por isso que viemos hoje a Bruxelas, para defender os nossos direitos civis mais fundamentais. Viemos dizer que não podemos prender alguém pelas suas ideias, não podemos prender um povo inteiro. Somos um país aberto e dinâmico”, frisou, por sua vez, o vice-presidente da associação Òmnium Cultural.

"O que está em jogo hoje não é a independência da Catalunha: é a democracia na Catalunha, mas também em Espanha e na Europa. Estão em jogo os valores fundadores da União Europeia".

O partido independentista de centro-direita da Flandres (região neerlandesa da Bélgica) Nova Aliança Flamenga N-VA participou na iniciativa, emitindo um comunicado no qual escreveu que “Hoje somos todos catalães”.

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