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Utentes voltam a protestar contra degradação do Metro de Lisboa

A concentração contou com utentes e trabalhadores em defesa do investimento urgente no reforço de pessoal e requalificação de estações e máquinas do Metropolitano de Lisboa.
Concentração de utentes e trabalhadores esta sexta-feira em frente à sede do Metro de Lisboa. Foto Filipa Gonçalves.

Entre os problemas que se agravaram nos últimos anos estão “os tempos de espera que são enormes, as carruagens estão paradas e não têm reparação nem manutenção, os processos de aquisição de material estão atrasados e demoram cerca de dois anos e têm de se fazer tudo com tempo, e isso não foi feito. A falta de maquinistas também, que levam alguns meses a serem formados, e perturbações constantes nas quatro linhas”, resumiu a porta-voz da Comissão de Utentes dos Transportes de Lisboa à agência Lusa.

“Não estamos contra a expansão da rede do Metro. Achamos que deve chegar à cidade toda, não é só ao centro, mas também à zona ocidental e a outras zonas da cidade. Mas, prioritariamente, o Metro deveria pensar em requalificar aquilo que está mal”, defendeu Cecília Sales.

A deputada bloquista Isabel Pires também participou no protesto em frente à sede desta empresa pública de transportes e destacou como as duas prioridades para o Metro de Lisboa “os investimentos imediatos que são necessários para garantir a mobilidade de quem vive e trabalha em Lisboa” e “plano de expansão do Metro para a zona ocidental de Lisboa em vez de fechá-lo no centro como agora é proposto”.

Dando como exemplo da falta de condições a sobrelotação permanente da linha verde do Metro de Lisboa ou as avarias prolongadas das escadas rolantes em várias estações, Isabel Pires sublinhou ainda que “os trabalhadores estão cada vez mais saturados, a promessa de contratação de maquinistas tem um ano e ainda não aconteceu, o material circulante degrada-se temos carruagens que não circulam porque não há pessoas para trabalhar nelas. Isto é fruto de um desinvestimento propositado do anterior governo, porque queria privatizar este serviço”, recordou.

Quanto ao plano do governo para a expansão do Metro, Isabel Pires falou do debate promovido há poucos dias pelo Bloco de Esquerda na Assembleia Municipal de Lisboa, onde “a conclusão a que se chega é que existe quase uma unanimidade por parte dos técnicos em considerar errada a transformação da linha verde em linha circular”.

“O Metro não chega a uma zona fundamental que tem sido esquecida, a zona ocidental de Lisboa”, prosseguiu Isabel Pires, acusando o autarca do PS Fernando Medina de ser “o único irredutível nesta opção, quando os técnicos, utentes e trabalhadores apontam que ela é um erro”.

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