Vários carros-bomba rebentaram neste sábado na cidade turca de Reyhanli. Dois automóveis explodiram frente a um edifício que pertence ao município e, posteriormente, verificou-se uma terceira explosão.
As explosões provocaram um elevado grau de devastação, com vários prédios arrasados e carros destruídos, como se pode ver em vídeos de notícias (como, por exemplo este da BBC).
A cidade de Reyhanli fica próxima da fronteira com a Síria e a guerra neste país já levou à fuga para a Turquia de 300.000 pessoas, que vivem em campos de refugiados junto à fronteira.
O primeiro-ministro turco, Tayyip Erdogan, declarou que os atentados podem estar relacionados com a questão curda ou com a Síria.
Atualmente existe negociações para um processo de paz do Governo turco com forças políticas curdas. Erdogan diz que se trata de uma “nova era”, considerando que “os que não conseguem aceitar essa nova era podem ter tomado estas ações”.
O facto da cidade ficar junto à fronteira com a Síria levanta a hipótese de os atentados terem como origem aquele conflito. A oposição síria veio declarar publicamente que o atentado teria como objetivo uma delegação sua que tinha previsto atravessar a fronteira junto Reyhanli, o que não está confirmado.
Após as explosões, alguns moradores de Reyhanli terão atacado refugiados sírios e carros com matrícula daquele país.
O ministro dos Negócios Estrangeiros turco, Ahmet Davutoglu, afirmou à comunicação social em Berlim, onde está em visita: “Ninguém devia testar o poder da Turquia. As nossas forças de segurança tomarão as medidas necessárias”.