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Tribunal alemão decide prender “contabilista de Auschwitz”

Aos 96 anos, o antigo guarda nazi Oskar Gröning não conseguiu evitar ir para a prisão, tendo sido acusado e condenado por uma “contribuição menor” na morte de 300 mil pessoas, no campo de concentração e extermínio de Auschwitz.
Oskar Gröning trabalhou em Auschwitz, um dos “campos de morte” na Polónia, e tinha como funções reunir e enviar para Berlim o dinheiro roubado às milhares de pessoas que ali foram encarceradas e assassinadas.
Oskar Gröning trabalhou em Auschwitz, um dos “campos de morte” na Polónia, e tinha como funções reunir e enviar para Berlim o dinheiro roubado às milhares de pessoas que ali foram encarceradas e assassinadas.

No antepenúltimo dia do ano de 2017, a BCC News noticiou que o Tribunal Constitucional da Alemanha decidiu prender Oskar Gröning, de 96 anos, que foi acusado e condenado, em 2015, por uma “contribuição menor” na morte de 300 mil pessoas em Auschwitz.

Conhecido como o “contabilista de Auschwitz”, Gröning terá agora de enfrentar quatro anos de prisão, depois do tribunal alemão ter rejeitado o recurso pedido pelo seu advogado, alegando que o antigo guarda naz "estava muito velho" para suportar uma pena de prisão, segundo cita a estação de televisão inglesa.

Oskar Gröning recorreu da decisão do tribunal uns dias antes, alegando que o seu estado de saúde o impedia de ir para a prisão, mas o tribunal já tinha informado de que o novo recurso não impediria a execução da sentença. Também os tribunais em Luneburgo e Celle tinham já recusado um outro recurso interposto pelo seu advogado, Hans Holtermann, solicitando a libertação de Gröning.

De acordo com a BCC News, apesar do delicado estado de saúde de Oskar Gröning, o antigo guarda nazi não conseguiu evitar ir para a prisão, ao contrário de Hubert Zafke, um antigo médico no campo de concentração em Auschwitz. Em agosto do ano passado, a justiça alemã desistiu de uma ação judicial contra Zafke, por se ter provado que este sofria de demência e de outros problemas de saúde que o impediram de ir a julgamento.

De qualquer modo, a condenação de Gröning é considerada um marco na justiça alemã, considerando que muitos outros casos contra antigos guardas nazis foram arquivados, devido à falta de provas suficientes sobre o envolvimento direto no Holocausto.

Oskar Gröning trabalhou em Auschwitz, um dos “campos de morte” na Polónia, e tinha como funções reunir e enviar para Berlim o dinheiro roubado às milhares de pessoas que ali foram encarceradas e assassinadas. O guarda assumiu ainda outras tarefas, sempre sinistras, como o confisco das bagagens dos recém-chegados.

Durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), o campo de concentração de Auschwitz foi considerado o maior centro de extermínio nazi, onde cerca de 1,1 milhões de pessoas foram mortas, a maior parte de origem judaica.

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