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Trabalhadores voltam à greve nas minas de Neves-Corvo

Face à recusa da administração da Somincor em dialogar após a greve realizada entre 3 e 7 de outubro, os trabalhadores mantêm-se em mobilização e ameaçam com nova jornada de greve em novembro. 

Entre 3 e 7 de outubro passado, os trabalhadores realizaram uma greve pelo fim do regime de laboração contínua no fundo da mina. Os horários atualmente praticados em regime de laboração contínua implicam cinco dias de trabalho e apenas um de descanso, com a administração a propor um horário diário de 10 horas e 42 minutos no fundo da mina, algo que os trabalhadores consideram desumano. 

Os trabalhadores exigem também a “antecipação da idade da reforma dos trabalhadores adstritos às lavarias”; a atribuição da “progressão da carreira profissional” para os trabalhadores que rejeitaram a laboração contínua; o respeito pelo contrato coletivo de trabalho no que respeita à progressão de carreiras e salários; e pelo fim da “pressão e repressão sobre os trabalhadores”. 

A administração da empresa, parte da multinacional Lundin Mining, recusa-se a responder a qualquer das exigências. Por isso, os trabalhadores ameaçam com novo periodo de greve em novembro. 

As minas de Neves-Corvo registaram em 2016 um lucro de 66,7 milhões de euros, menos 700 mil euros face ao registado em 2005. Entre as suas seis minas espalhadas pelo mundo, a Lundin Mining registou em 2016 um total de vendas de cerca de 1,4 biliões de euros, cabendo a Neves-Corvo 18% desse valor. 

De acordo com relatório da Lundin Mining de fevereiro deste ano, em 2016 saíram de Neves-Corvo um total de 46.557 toneladas de concentrado de cobre (menos 17% que em 2015) e 69.527 toneladas de zinco (mais 12% que no ano anterior). A Somincor produziu ainda pouco mais de 4.000 toneladas de chumbo e 1.242 toneladas de prata.

 

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