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Trabalhadores das cantinas e refeitórios estão em greve

Os trabalhadores das cantinas e refeitórios estão em greve nesta segunda-feira, por aumento de salários, muitos deles congelados há sete anos, pela reposição do pagamento dos feriados e por melhores condições de trabalho. O protesto pode fechar muitas escolas.
Os trabalhadores das cantinas e refeitórios estão em greve nesta segunda-feira, por aumento de salários - Foto CGTP
Os trabalhadores das cantinas e refeitórios estão em greve nesta segunda-feira, por aumento de salários - Foto CGTP

A greve é convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares da CGTP, abrange cantinas e refeitórios escolares, de hospitais e outros serviços do Estado concessionados, assim como serviços de refeições de centros de formação, fábricas industriais e outras instituições e empresas.

António Baião, dirigente sindical da região centro, declarou à agência Lusa que a greve se prende “com o boicote que existe neste momento por parte da Ahresp [Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal]”, a associação patronal das empresas concessionárias Gertal, Itau, Uniself, Ica, para melhorar as condições de vida destes trabalhadores.

O sindicalista salienta que a grande maioria dos mais de 50 mil trabalhadores abrangidos recebe o salário mínimo nacional e critica as empresas, por não quererem “ melhorar as condições de vida dos trabalhadores”, apesar de muitos terem salários congelados há sete anos, sobretudo nalgumas categorias, como é o caso das cozinheiras.

António Baião acusa ainda estas empresas de quererem “desregulamentar completamente o contrato coletivo de trabalho”, por colocarem a/os trabalhadora/es a laborar 12 horas e quererem retirar o subsídio de trabalho noturno das 20h às 24h e reduzir o pagamento em dia feriado.

Os trabalhadores em greve vão concentrar-se junto aos escritórios do grupo Trivalor, na Maia, no Porto, e em Lisboa, junto à AHRESP.

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