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Trabalhadores da RTP defendem nacionalização da rede TDT

A concretizar-se o negócio da compra da TVI pela Altice, o Estado deve nacionalizar a rede TDT, defende a Comissão de Trabalhadores da RTP.

A Comissão de Trabalhadores do canal público de tv e rádio defende uma “estratégia de soberania digital” que retire à Altice o monopólio da distribuição da Televisão Digital Terrestre. A compra da TVI pela Altice vem agravar ainda mais o monopólio dos media nas mãos da empresa que se tornou dona da PT “a preço de saldo”, defendem os trabalhadores da RTP.

“Portugal já era o único país da Europa onde a TDT foi entregue pelo governo a uma distribuidora da televisão por cabo. Passa a tornar-se o único país do mundo onde o maior distribuidor de cabo é também proprietário do maior grupo de comunicação social e único dono da alternativa tecnológica à distribuição de televisão por assinatura”, diz a CT em comunicado.

Se o negócio da compra da TVI pela Altice se concretizar, a CT da RTP defende que “tem que ser revisto o modelo de distribuição de TDT, cujo negócio significou uma transferência em massa de capital dos contribuintes portugueses para uma empresa que explorou um monopólio estatal, tornando o seu negócio mais lucrativo”.

“Os contribuintes portugueses foram lesados quando os transmissores da RTP foram vendidos à PT por quase nada, foram lesados quando a TDT foi entregue à PT. Não nacionalizar a rede TDT significaria lesar os portugueses uma terceira vez”, prossegue o comunicado da CT, que a par da nacionalização também pretende o alargamento da grelha de canais disponíveis na TDT “a todas as frequências de televisão e rádio públicas, incluindo as reivindicações da RTP Madeira e RTP Açores, bem como de privadas que queiram explorar a plataforma”.

 

A Prisa, grupo de media espanhol proprietário da TVI, informou as autoridades de mercado da proposta recebida da Altice para a compra do grupo Media Capital por um valor de 440 milhões de euros. Para além dos canais de televisão do grupo (TVI, TVI24, o TVI Ficção, TVI Reality, TVI África e a TVI Internacional), a Media Capital detém ainda várias estações de rádio, como a Rádio Comercial, a M80, Rádio Cidade, e o portal  IOL.

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Comentários

Não seria mais democrático atribuir MUXs a cada estação nacional " RTP,SIC,TVI" ?
É claro como a TDT como esta fica estagnada , mas também seguir modelo cabo , é errado , pois a TDT pode ser uma plataforma livre, livre não significa que todos os canais tenha que ser gratuitos , digo livre pois deveria ser da responsabilidade das estações nacionais , serem responsáveis pela independência do seu sinal , como também atribuindo Muxs as estações nacionais deixa de fazer sentido o parlamento aprovar os canais temáticos pertencentes as estações nacionais "RTP,SIC,TVI" e deixar essa aprovação a responsabilidade da ERC .
Quanto aos canais Regionais da RTP Madeira e RTP Açores , não fazem sentido estarem a Nível nacional por via terrestre , faz mais sentido via satélite desde que o governos autónomos paguem a transmissão dos mesmos .
Só se fala dos canais da regiões autónomas e esquece que poderiam ser criados canais regionais se existisse Muxs regionais, Muxs esses poderiam também incluir canais locais , os canais regionais e locais não teriam ser de cariz publico , agora a gestão dos MUxs regionais ou locais esses sim devem ser de cariz publico.
Outro problema que pouco se fala é da TDT complementar , onde a MEO detém o monopólio total da plataforma, onde o equipamento recepção é fornecido pela mesma operadora não havendo opção de escolha ou seja uma única marca como os mesmos impedem de aceder aos canais em sinal aberto via satélite.

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