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Trabalhadores da PT/MEO entregam 8 mil assinaturas contra despedimento coletivo

Sob o mote “Petição contra o despedimento coletivo (a prazo)…à portuguesa”, trabalhadores do grupo PT/MEO entregaram, esta segunda-feira, mais de 8 mil assinaturas na Assembleia da República.
Concentração de trabalhadores na sede da PT/MEO

Representantes dos trabalhadores da PT/Meo entregaram na Assembleia da República uma petição com 8.361 assinaturas que defende a alteração da lei de transmissão de empresa ou estabelecimento.

Em declarações à Lusa à saída do parlamento, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Grupo Portugal Telecom (STPT), Jorge Félix, explicou que uma das questões fundamentais prende-se com a “alteração da lei” que tem a ver com a transmissão de empresa ou estabelecimento - uma figura jurídica presente no Código do Trabalho - e com “direito de oposição do trabalhador”.

Jorge Félix manifestou-se preocupado, pois a situação vivida na PT/MEO "pode vir a ser repercutida em todas as empresas da dimensão da Portugal Telecom", constituindo "uma forma perversa, abusiva e fraudulenta".

"As grandes empresas podem, deste modo, libertar-se de um grande número de trabalhadores, e isso é preocupante”, salientou o sindicalista.

Os sindicatos têm acusado a Altice (dona da PT/Meo) de estar a utilizar a transmissão de estabelecimento de forma "fraudulenta" e apontam que 155 trabalhadores foram transferidos para outras empresas fora do universo da PT/Meo, tendo 26 deles rescindido contrato.

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Comentários

Do Figaro de hoje (jornal de direita): "Nada parece poder parar a queda vertiginosa das ações Altice na França. A holding da SFR sofreu ontem a oitava sessão consecutiva de baixa, com uma perda cerca de 13,7%, A Ação vale agora apenas 8,90 euros. Perdeu quase 2/3 do valor em 4 meses. A Altice vale hoje 13,5 bilhões de euros, contra 11,8 da filial americana, o que significa que o valor dos outros ativos, como a SFR, Portugal Telecom ou Hot é quase zero. Tudo isto é bastante eloquente quanto à viabilidade do modelo do grupo." Qualquer pessoa poderia ter chegado a essa conclusão antes da venda da Portugal Telecom, mas o pior cego é o que não quer ver. Bastava consultar o cv de Patrick Drahi.

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