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Tourada atingiu mínimo histórico de assistências

No ano passado, os espetáculos tauromáquicos atraíram 362 mil pessoas, o número mais baixo dos últimos 20 anos.
Foto Galiza Foto/Flickr

Os números são da Inspeção Geral das Atividades Económicas, citados na edição deste domingo pelo Jornal de Notícias: Também no que toca a assistências, os espetáculos tauromáquicos estão em decadência.

A tendência de queda contínua vem desde 2010, com a perda de cerca de metade do público. A média de espectadores não chega às 1900 pessoas, menos 400 do que há sete anos.

No que diz respeito ao número de eventos, a quebra é mais acentuada nas pequenas festas populares, com 65% de decréscimo nos últimos 20 anos. As corridas de touros também têm estado a cair, embora de forma não tão pronunciada. Em 2016 realizaram-se 125 corridas, com Albufeira a destacar-se no número de eventos (22, com média inferior a mil pessoas), seguida pelo Campo Pequeno (14, com média de assistências de cerca de 4500 pessoas). Na maior praça de touros do país, em Santarém, realizaram-se apenas três eventos.

Dos 308 municípios portugueses, apenas 22 acolheram eventos taurinos, refere o JN. Mas a indústria tauromáquica continua a sorver dinheiro dos contribuintes para alimentar uma prática cada vez mais contestada e com cada vez menos seguidores. Há poucas semanas, os deputados municipais do Bloco contestaram o apoio financeiro dado pela Câmara de Lisboa, através da Associação de Turismo da capital, ao evento Bullfest, organizado pelo lóbi Protoiro para tentar atrair a juventude para os seus espetáculos de sofrimento animal.

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