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Terceira greve do ano paralisa minas de Neves-Corvo

Pela terceira vez neste ano, os trabalhadores das minas de Neves-Corvo fizeram greve, paralisando a extração e produção de minérios, segundo informação divulgada pelo sindicato.
Trata-se da terceira greve dos trabalhadores da Somincor este ano, sendo que a primeira decorreu entre os dias 3 e 7 de outubro e a segunda entre os dias 6 e 11 de novembro.

No primeiro turno abrangido pela greve, entre as 6h e as 14h, a adesão foi "bastante significativa" e a extração e a produção nas minas, no concelho de Castro Verde, distrito de Beja, estiveram "paradas", disse à Lusa o dirigente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Mineira (STIM) Jacinto Anacleto.

Segundo o sindicalista, desde o início da greve, o poço de extração e as duas lavarias estiveram "parados" e "não foi extraído minério" no fundo da mina "nem tratado, nem produzido nenhuma grama de concentrado" de cobre, zinco ou chumbo.

Por seu turno, contactada pela Lusa, fonte oficial da empresa concessionária da mina, a Somincor, disse que a adesão à greve até às 11h30 "rondou os 7 por cento" e que os trabalhos de extração no fundo da mina "decorrem normalmente" e "só estão paradas as duas lavarias", onde é produzido concentrado de minério.

Os trabalhadores do primeiro turno que aderiram à paralisação estiveram, esta manhã, concentrados à porta do complexo mineiro, disse Jacinto Anacleto, que criticou a postura de força da GNR no local, a qual acusou de ter impedido os elementos do piquete de greve de entrarem nos autocarros que chegaram com trabalhadores, com o objetivo de os convencer a aderir à greve.

A greve abrange os trabalhadores da concessionária das minas, a Somincor, e decorre até dia 30 deste mês em três períodos intercalados de 24 horas, sendo que o primeiro arrancou hoje às 6h e termina às 6h de sábado, o segundo vai decorrer entre as 6h de dia 27 e as 6h de dia 28, e o terceiro entre as 6h de dia 29 e as 6h de dia 30.

Em luta pela "humanização" dos horários de trabalho

Segundo o sindicalista, a greve vai servir para os trabalhadores continuarem a reivindicar o fim da laboração contínua no fundo da mina, a "humanização" dos horários de trabalho, a antecipação da idade da reforma para os funcionários das lavarias, a progressão nas carreiras, a revogação das alterações unilaterais na política de prémios e o "fim da pressão e da repressão sobre os trabalhadores".

Trata-se da terceira greve dos trabalhadores da Somincor este ano, sendo que a primeira decorreu entre os dias 3 e 7 de outubro e a segunda entre os dias 6 e 11 de novembro.

Os trabalhadores decidiram avançar para a terceira greve, porque as propostas apresentadas pela administração da empresa ao STIM, após a segunda paralisação, "não abrangem a totalidade dos trabalhadores em luta e são claramente insuficientes para satisfazer as suas justas e legítimas reivindicações", explicou Jacinto Anacleto.

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