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“Tem que se salvaguardar os cidadãos, não a banca”

Marisa Matias defendeu que “é preciso acabar com esta injeção de dinheiro público nas instituições financeiras” e começar, de uma vez por todas a “resolver os problemas estruturais”.
Foto de Manuel Almeida, Lusa

Em declarações à comunicação social, a candidata presidencial afirmou que “houve uma proteção excessiva das instituições financeiras e houve garantias que foram dadas que não correspondiam à realidade”, lembrando “as palavras de confiança de Cavaco Silva relativamente ao Banco Espírito Santo (BES), poucos dias antes do colapso, o que fez com que milhares de pessoas, que tinham aí as poupanças de uma vida inteira, as tivessem perdido porque tinham a garantia do Presidente da República de que era seguro terem as suas poupanças no BES”.

A candidata realçou o facto de dedicarmos “uma quantidade elevadíssima de dinheiro público para recapitalizar as instituições financeiras”, e continuarmos, sistematicamente, “dependentes delas, sem resolver nenhum dos problemas estruturais”.

Marisa Matias relembrou, igualmente, que “desde que a crise começou, a nível europeu, o que se investiu de dinheiro público na banca para a salvar – e não foi salva – foi perto de 10% do PIB europeu”, sublinhando que “é uma transferência enorme, permanente e recorrente, dos rendimentos do trabalho e daquilo que deviam ser os rendimentos redistributivos para uma melhor qualidade de vida e dignidade das pessoas”.

“Têm de ser definidos princípios e critérios para não voltar a tocar nos [bolsos dos] contribuintes”, frisou. 

Não podemos ter um país inclinado”

 Marisa com presidentes das Escolas Superiores que integram o Instituto Politécnico de Bragança. Foto de Paulete Matos

A candidata presidencial, que se encontrava em Bragança para participar numa sessão pública na Escola Superior de Tecnologia e Gestão (ESTIG), disse ainda que “existe um grande centralismo no país” que se reflete muito em áreas como o ensino ou a investigação, “áreas fundamentais para o desenvolvimento do país de uma forma igual”, e lembrou que os institutos politécnicos do interior apenas recebem 9% do Orçamento do Estado para o ensino superior. “Não podemos ter um país inclinado”, concretizou.

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