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TAP: Sindicato e tripulantes exortam Governo a garantir estabilidade da empresa

Mediante a decisão da administração de denunciar unilateralmente o Acordo de Empresa dos Tripulantes, o SNPVAC solicita “uma tomada de posição do Governo que garanta aos trabalhadores, aos portugueses e aos passageiros da TAP estabilidade”.
Comissão Executiva [da TAP] denunciou unilateralmente o Acordo de Empresa dos Tripulantes.

“Numa derradeira manobra de esconder a má-gestão operacional, vem a Comissão Executiva [da TAP] denunciar o Acordo de Empresa dos Tripulantes, para tentar forçar os mesmos a uma reação emotiva daqueles que dão diariamente a cara pela empresa e nunca se furtaram ao diálogo”, refere o SNPVAC – Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil na ‘Carta Aberta Esclarecimentos - Greve TAP’, citada pelo Jornal Económico.

“Sabe bem esta Comissão Executiva que seria natural que, provocando mais uma vez uma classe profissional que tudo faz no dia-a-dia para o crescimento da empresa, sacrificando-se em folgas, férias e tempo familiar, sem nunca ver reconhecido o seu esforço, pelo contrário sempre alvo de ataques sistemáticos da sua empresa, convocasse uma greve nesta época natalícia”, sinaliza o Sindicato.

O SNPVAC acrescenta ainda que “reunidos em assembleia geral, os tripulantes de cabine repudiaram esta provocação”, sublinhando que “a TAP, que se diz apologista da cooperação e diálogo, em resposta, denuncia então unilateralmente o Acordo de Empresa, quando legalmente não o poderia fazer”.

“Relembramos que o anterior Executivo (PSD/CDS), aquando da venda da TAP, estabeleceu um acordo que proibia denúncias unilaterais de Acordos de Empresa até janeiro de 2018, abrangendo este acordo todos os trabalhadores da TAP independentemente dos sindicatos que formaram este acordo”, escreve a estrutura sindical, apontando, inclusive, que “essa mesma garantia, de não denúncia unilateral de Acordos de Empresa, foi-nos transmitida pessoalmente pelo Dr. Miguel Frasquilho, presidente do conselho de administração da TAP (nomeado pelo atual Governo), e também pelo Secretário de Estado das Infraestruturas, Sr. Prof. Dr. Guilherme d’Oliveira Martins”.

Neste contexto, o SNPVAC pergunta ao atual Governo se “permitirá que este acordo de estabilidade para os trabalhadores e para a TAP seja ignorado pela gestão privada”.

O Sindicato e os tripulantes de cabine da TAP exortam o Governo a tomar uma posição “que garanta aos trabalhadores, aos portugueses e aos passageiros da TAP, estabilidade e uma empresa cada vez melhor”.

“Sr. Primeiro-ministro, acreditamos que ‘palavra dada é palavra honrada’”, lê-se no comunicado.

O SNPVAC destaca que “o Grupo TAP está entregue a portugueses que não mandam e a estrangeiros com avidez de lucros próprios”.

De acordo com a estrutura sindical, a companhia aérea nacional “deveria manter-se ao nível das companhias de bandeira europeias e defender os interesses nacionais, mas tem uma gestão privada cujas opções têm sido maioritariamente pela obtenção de benefícios e mais-valias para a companhia aérea brasileira Azul, cujo acionista maioritário é o Sr. David Neeleman”.

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