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Situação caótica na ligação fluvial entre Lisboa e Barreiro

A federação sindical Fectrans denuncia a situação, critica a administração da Soflusa que apela aos passageiros que evitem a hora de ponta e acusa os governos que “apostaram na redução do serviço público” e nas privatizações.
Várias pessoas chegaram a tentar forçar a entrada na zona de embarque e a porta-voz da Soflusa disse que houve pessoas que se sentiram mal e uma mulher desmaiou mesmo - Foto de Francisco Alves (facebook)
Várias pessoas chegaram a tentar forçar a entrada na zona de embarque e a porta-voz da Soflusa disse que houve pessoas que se sentiram mal e uma mulher desmaiou mesmo - Foto de Francisco Alves (facebook)

A Soflusa anunciou, na passada sexta-feira 6 de outubro, que não iria assegurar todas as carreiras da ligação fluvial Lisboa-Barreiro, entre segunda-feira, 9 de outubro, e sexta-feira, 13 de outubro, por "indisponibilidade da frota".

Desde segunda-feira que a situação é caótica, com grande acumulação de passageiros nas horas de ponta e viagens mais demoradas. Várias pessoas chegaram a tentar forçar a entrada na zona de embarque e a porta-voz da Soflusa disse que houve pessoas que se sentiram mal e uma mulher desmaiou mesmo.

Perante esta grave situação, a administração da Soflusa apelou aos passageiros a que evitassem as horas de ponta (sobretudo, as viagens a partir do Barreiro entre as 8h e as 9h, “para não haver um tão grande aglomerado de pessoas àquela hora".

A Fectrans (Federação de Sindicatos de Transportes e Comunicações) criticou a atitude da administração, salientando: "Os transportes públicos existem para dar resposta às necessidades dos utentes, em particular nas horas de maior procura, as chamadas horas de ponta, pelo que o apelo feito pela administração da Soflusa em nada resolve a situação caótica que se vive na travessia fluvial entre Barreiro e Terreiro Paço".

"A Soflusa tem em atividade quatro dos oitos navios da frota e deixou de assegurar sete turnos nos períodos da manhã. Mesmo que rapidamente entre ao serviço mais um navio, a oferta ficará sempre abaixo das necessidades", critica a Fectrans, sublinhando que chamaram a atenção do ministro da tutela desde as primeiras que com ele tiveram.

A federação sindical acusa “os governos e as suas administrações” de serem os responsáveis pela atual situação, pois “apostaram na redução do serviço público”.

"Se não houver medidas concretas na aposta e investimento nas empresas públicas, o que está a acontecer na Soflusa pode replicar-se noutras empresas de transportes, em particular na Transtejo, onde a situação já não é normal, no Metropolitano de Lisboa e na CP", alerta ainda a Fectrans.

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