O Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP) apresentou, esta segunda-feira, uma queixa na Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT) contra a Jerónimo Martins. Em causa está o facto de a empresa que detém o Pingo Doce apenas permitir o acesso aos descontos de 50 por cento aos funcionários que trabalharam no 1.º de Maio - uma promoção que exclui exemplarmente os funcionários que fizeram greve no feriado.
Além disto, “quem está doente, de folga ou de férias não tem acesso à campanha, o que é discriminatório”, critica Manuel Guerreiro, presidente do CESP.
Os trabalhadores da Jerónimo Martins que estiveram a laborar no 1.º de Maio ganharam, também, uma folga adicional e serão remunerados a 500 por cento. Numa comunicação interna citada pelo Público, o administrador-delegado da empresa, Pedro Soares do Santos, aplaudiu o trabalho feito pelos mais de 15 mil colaboradores que estiveram de serviço nesse dia. E em reconhecimento pelo “extraordinário trabalho desenvolvido em condições de grande pressão” decidiu remunerar a 500 por cento o feriado. Ação que soa a retaliação para com os trabalhadores grevistas e o sindicato que marcou greve para nesse dia os trabalhadores poderem gozar o feriado do Dia do Trabalhador.
De acordo com o CESP, os funcionários que estiveram de folga durante o feriado receberam instruções para não fazer compras e, assim, não perturbar a iniciativa da Jerónimo Martins.
"Intervenção da ACT neste caso é imperativa"
O Bloco de Esquerda questionou (ler pergunta) o Ministério da Economia e do Emprego pois considera "imperativa" a intervenção da ACT para que se verifique se esta discriminação não é ilegal. Trata-se, defende a deputada Mariana Aiveca, "de uma clara punição pela prática de um direito constitucionalmente defendido: a greve".
Para o Bloco, numa atitude "expressamente discriminatória" dos trabalhadores que usaram o seu direito à greve, "a Jerónimo Martins prova, mais uma vez, a sua falta de respeito pelos trabalhadores da empresa".
Ler mais em Destaque: Pingo Doce - ataque ao trabalho - fuga ao fisco.
Comentários
Todos os funcionários estejam eles feito greve no dia 1 de Maio, tenham estado de folga, baixa, licença de parto e todas as outras ausências complementadas na lei, podem fazer as compras e usufruir do desconto de 50% durante esta semana, não havendo nenhuma restrição ou desigualdade entre os funcionário que trabalharam no dia 1 e os que não trabalharam.
Cumps
Se os funcionários não trabalharam neste dia, porque é que haveriam de receber as mesmas regalias daqueles que o fizeram?
Simples, se todos trabalhassem nesse dia, sendo pagos a 300% (já não falando dos 500%)os lucros da empresa já não iam ser tão grandes pois teria que pagar ao dobro do funcionários.
Agora o que uns vão ter é mais 130€ (aprox) para gastar na campanha dos 50% do que outros.
nem tudo o que se lê é verdade!!!! sei de fonte segura que ainda ontem (1º dia para que os funcionario efectuassem as suas compras com direito à promoção) funcionarios que não trabalharam no dia 1 de maio efectuaram as compras normalmente e com os 50 % de desconto. deveriam se informar melhor!!!!
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