Sete dos maiores bancos mundiais intimados no âmbito da investigação sobre alegada manipulação da taxa Libor

O Deutsche Bank, o Royal Bank of Scotland, o HSBC, o Barclays, o JPMorgan, o Citigroup e o UBS foram intimados a prestar esclarecimentos no âmbito das investigações relacionadas com a alegada manipulação da taxa Libor, segundo noticia a Bloomberg.
Foto ell brown/Flickr

O Citigroup e o UBS foram os primeiros a ser notificados no âmbito da investigação conduzida pelos procuradores de Nova Iorque e de Connecticut, Eric Schneiderman e George Jepsen, tendo os restantes cinco bancos sido intimados nas últimas semanas.

Ao seu dispor, Schneiderman tem aquele que é apontado pelo Financial Times (FT) como “um dos mais poderosos instrumentos processuais” do país. Uma lei de Nova York 1921 – a Lei Martin – permite a este procurador geral investigar qualquer entidade que faça negócios em Nova Iorque, tendo apenas que provar que foram cometidas “práticas fraudulenta contrárias às regras simples de honestidade comum”. Segundo o FT, o procurador de Nova York pode ainda "operar noutros Estados, agindo essencialmente em nome de investidores por todo os EUA, com poderes mais amplos para perseguir a fraude financeira do que aqueles que se encontram à disposição das autoridades federais".

A alegada manipulação da taxa interbancária London InterBank Offered Rate (Libor), que indica os juros aos quais os bancos se propõem emprestar uns aos outros e que afeta o custo dos empréstimos para milhões de clientes em todo o mundo, poderá ter tido implicações nos empréstimos à habitação, empréstimos a estudantes, entre outros créditos, que envolveram operações de vários biliões de dólares.

A alegada manipulação das taxas de referência por parte de grandes grupos financeiros também está a ser investigada por reguladores e entidades judiciais de países como o Reino Unido, Canadá e Japão.

Até à data, apenas o Barclays foi alvo de penalizações pela fixação fraudulenta, entre 2005 e 2009, da Libor. Na sequência de negociações com a reguladora britânica (FSA), a comissão norte-americana de negociação de futuros (CFTC) e ainda o departamento de Justiça dos EUA, o Barclays aceitou pagar uma coima total de 290 milhões de libras (360 milhões de euros), o que veio, mais tarde, resultar na demissão de três executivos de topo da entidade financeira, entre os quais o CEO e o chairman.

Os reguladores financeiros do Reino Unido iniciaram uma revisão da Libor, sendo que Martin Wheatley, o diretor geral da Autoridade os Serviços Financeiros, responsável por esta revisão, apresentará, no próximo mês, um relatório sobre a reforma deste índice. Segundo Wheatley, a Libor não é mais uma “opção viável”.

 

 


 

Comentários

Submeter um novo comentário

A privacidade deste campo é garantida e o seu conteúdo não será exibido.

  • Web page addresses and e-mail addresses turn into links automatically.
  • Allowed HTML tags: <a> <em> <p> <br> <b> <strong> <cite> <code> <ul> <ol> <li> <dl> <dt> <dd> <img> <hr> <i> <border> <embed> <a href> <sup> <img style> <table> <tbody> <tr> <td><div><!--break-->
  • You may embed videos from the following providers . Just add the video URL to your textarea in the place where you would like the video to appear, i.e. http://www.youtube.com/watch?v=pw0jmvdh.
  • Lines and paragraphs break automatically.
  • Insert Flickr images: [flickr-photo:id=230452326,size=s] or [flickr-photoset:id=72157594262419167,size=m].
  • You may use <swf file="song.mp3"> to display Flash files inline
  • Add tooltips to text. Usage [tip:Text to highlight=The tooltip's content]

More information about formatting options

CAPTCHA
Esta questão é necessária para evitar a acção dos robots usados pelos spammers
Image CAPTCHA
Tenha em atenção as letras maiúsculas e minúsculas